Durante uma conversa recente com Liz Reid, vice-presidente de Busca do Google, ficou claro que estamos vivendo uma transformação profunda no modo como interagimos com a pesquisa na internet.
Responsável por um dos produtos mais icônicos e lucrativos da empresa, Liz explicou como a inteligência artificial generativa está sendo integrada ao mecanismo de busca de forma cuidadosa, mantendo a identidade do Google.
“Nós já estamos na era da busca com IA”, afirma. “O Google sempre quis organizar todas as informações do mundo, mas agora, com a IA, conseguimos fazer isso de maneira mais conectada, mais útil.”
Segundo Liz, o uso da inteligência artificial na busca não é exatamente novidade. Tecnologias como BERT e MUM já vinham sendo aplicadas, mas agora os avanços são mais visíveis para os usuários.
Ferramentas como os AI Overviews e o novo modo IA mostram como a pesquisa pode se tornar mais conversacional e intuitiva.
“Existe uma oportunidade real de responder muito mais das perguntas que as pessoas já têm em mente. Quando você facilita o ato de perguntar, as pessoas naturalmente perguntam mais”, destaca.
Nos Estados Unidos e na Índia, esse comportamento já mostra um crescimento de 10% nas buscas ativadas pelos novos recursos de IA.
Para atender os diferentes perfis de usuários, o Google mantém duas abordagens: a busca tradicional e os novos recursos com IA.
“Nem todo mundo quer que tudo mude de uma hora para outra”, explica Liz. “Se você prefere a experiência mais tradicional, ela continua lá. Se quiser experimentar as novidades e estar na linha de frente da tecnologia, o modo IA está disponível.”
Segundo ela, o segredo é adaptar os produtos ao ritmo do usuário. “A gente projetou isso com a ideia de que provavelmente ninguém no mundo está pronto para a mesma coisa, ao mesmo tempo.”
Sobre publicidade, Liz reforçou que o modelo ainda está em evolução, mas há muito potencial. Com buscas mais longas no modo IA — em média, duas a três vezes maiores do que no modo tradicional — torna-se possível oferecer anúncios mais relevantes.
“O importante não é mostrar anúncios o tempo todo, e sim quando eles são úteis e de qualidade”, comenta. “Se as pessoas compartilham mais sobre o que querem, conseguimos entregar respostas mais específicas, e isso também se reflete em anúncios melhores.”
A executiva conclui com entusiasmo: “Estamos entrando em uma era em que a informação precisa ser inteligente, e esse é um momento incrivelmente empolgante para a web e para a busca.”
✨ Curtiu este conteúdo?
O GDiscovery está aqui todos os dias trazendo informações confiáveis e independentes sobre o universo Google - e isso só é possível com o apoio de pessoas como você. 🙌
Com apenas R$ 5 por mês, você ajuda a manter este trabalho no ar e leva informação de qualidade para ainda mais gente!