Google fala sobre o futuro da pesquisa na era da inteligência artificial

Renê Fraga
3 min de leitura

Durante uma conversa recente com Liz Reid, vice-presidente de Busca do Google, ficou claro que estamos vivendo uma transformação profunda no modo como interagimos com a pesquisa na internet.

Responsável por um dos produtos mais icônicos e lucrativos da empresa, Liz explicou como a inteligência artificial generativa está sendo integrada ao mecanismo de busca de forma cuidadosa, mantendo a identidade do Google.

“Nós já estamos na era da busca com IA”, afirma. “O Google sempre quis organizar todas as informações do mundo, mas agora, com a IA, conseguimos fazer isso de maneira mais conectada, mais útil.”

Segundo Liz, o uso da inteligência artificial na busca não é exatamente novidade. Tecnologias como BERT e MUM já vinham sendo aplicadas, mas agora os avanços são mais visíveis para os usuários.

Ferramentas como os AI Overviews e o novo modo IA mostram como a pesquisa pode se tornar mais conversacional e intuitiva.

“Existe uma oportunidade real de responder muito mais das perguntas que as pessoas já têm em mente. Quando você facilita o ato de perguntar, as pessoas naturalmente perguntam mais”, destaca.

Nos Estados Unidos e na Índia, esse comportamento já mostra um crescimento de 10% nas buscas ativadas pelos novos recursos de IA.

Para atender os diferentes perfis de usuários, o Google mantém duas abordagens: a busca tradicional e os novos recursos com IA.

“Nem todo mundo quer que tudo mude de uma hora para outra”, explica Liz. “Se você prefere a experiência mais tradicional, ela continua lá. Se quiser experimentar as novidades e estar na linha de frente da tecnologia, o modo IA está disponível.”

Segundo ela, o segredo é adaptar os produtos ao ritmo do usuário. “A gente projetou isso com a ideia de que provavelmente ninguém no mundo está pronto para a mesma coisa, ao mesmo tempo.”

Sobre publicidade, Liz reforçou que o modelo ainda está em evolução, mas há muito potencial. Com buscas mais longas no modo IA — em média, duas a três vezes maiores do que no modo tradicional — torna-se possível oferecer anúncios mais relevantes.

“O importante não é mostrar anúncios o tempo todo, e sim quando eles são úteis e de qualidade”, comenta. “Se as pessoas compartilham mais sobre o que querem, conseguimos entregar respostas mais específicas, e isso também se reflete em anúncios melhores.”

A executiva conclui com entusiasmo: “Estamos entrando em uma era em que a informação precisa ser inteligente, e esse é um momento incrivelmente empolgante para a web e para a busca.”

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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