Decisão nos EUA obriga OpenAI a manter até conversas apagadas do ChatGPT

Renê Fraga
2 min de leitura

Uma decisão recente da Justiça dos Estados Unidos determinou que a OpenAI deve armazenar todas as conversas realizadas por usuários no ChatGPT, inclusive aquelas que foram deletadas manualmente ou marcadas como temporárias.

A medida faz parte de um processo judicial envolvendo alegações de violação de direitos autorais, em que o tribunal entendeu que os diálogos com a IA podem conter provas relevantes.

Na prática, isso significa que nenhuma conversa com o ChatGPT será completamente excluída, mesmo que o usuário solicite a remoção.

O tema tem gerado preocupações entre defensores da privacidade digital, que alertam para o risco de transformar as interações com a inteligência artificial em um arquivo sensível e permanente.

Organizações como a Electronic Frontier Foundation (EFF) criticaram a decisão, argumentando que ela pode abrir um precedente perigoso, afetando a proteção de dados pessoais.

A corte, no entanto, afirmou que, em disputas legais relacionadas a direitos autorais, o direito à privacidade não se sobrepõe à necessidade de preservar informações que possam servir como prova.

A OpenAI ainda não comentou oficialmente como pretende cumprir a ordem, mas já sinalizou anteriormente a intenção de recorrer.

Especialistas defendem que os usuários sejam informados sobre políticas de retenção de dados e possam optar por não ter suas conversas armazenadas indefinidamente.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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