Alemanha pede que Apple e Google removam DeepSeek de suas lojas de aplicativos

Renê Fraga
2 min de leitura

A Alemanha pediu oficialmente que Apple e Google removam o aplicativo de inteligência artificial DeepSeek das lojas de aplicativos na Europa.

O motivo é a preocupação com a privacidade dos usuários, já que o app armazena dados pessoais em servidores na China, onde o governo pode acessar essas informações.

O DeepSeek chamou atenção no começo do ano ao se tornar o aplicativo gratuito mais baixado nos Estados Unidos, superando até o popular ChatGPT.

Ele é um modelo de linguagem treinado com grande capacidade tecnológica, mas seu funcionamento inclui um controle do governo chinês sobre as respostas, principalmente em temas sensíveis.

A principal autoridade alemã de proteção de dados, Meike Kamp, afirmou que o DeepSeek não comprovou que protege os dados dos usuários alemães com o mesmo padrão da União Europeia.

Por isso, ela exigiu que Apple e Google tirem o aplicativo das suas lojas no país, reforçando o risco do acesso indevido por parte das autoridades chinesas.

Enquanto países como Itália, Coreia do Sul e Holanda já baniram o app, a decisão na Alemanha ainda está sendo analisada pelas empresas.

Além da questão da privacidade, há ainda a preocupação de que o DeepSeek seja usado para auxiliar operações militares e de inteligência da China, um motivo que também gera atenção nos Estados Unidos, onde um projeto de lei tenta bloquear o uso desses apps em agências governamentais.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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