‘Psicose do ChatGPT’: Casos de delírios levantam preocupações sobre efeitos da IA na saúde mental

Renê Fraga
2 min de leitura

Embora a inteligência artificial tenha se tornado uma aliada poderosa no dia a dia de milhões de pessoas, relatos recentes estão chamando atenção para um possível efeito colateral inesperado: a chamada “psicose do ChatGPT”.

Ainda extremamente rara, a condição tem sido observada em alguns usuários que desenvolveram delírios e comportamentos extremos após interações intensas com chatbots IA da OpenAI, Google Gemini e outros.

Um dos casos mais divulgados envolve um homem que começou a usar a IA para otimizar o funcionamento da sua empresa. Com o passar do tempo, ele passou a acreditar que havia despertado uma consciência artificial e que tinha uma missão de salvar o mundo.

Mesmo sem histórico de transtornos mentais, ele apresentou um comportamento tão descontrolado que precisou ser internado em uma clínica psiquiátrica.

Outro episódio semelhante foi relatado por um homem que, durante dez dias de uso intenso da IA, entrou em um estado de paranoia e confusão.

Segundo ele, chegou a tentar se comunicar “de trás para frente no tempo” com um policial. Sua esposa percebeu o comportamento fora do comum e buscou ajuda médica. O paciente também foi internado para tratamento.

Especialistas ainda não sabem explicar como essas situações podem ocorrer. Até mesmo os próprios desenvolvedores do OpenAI reconhecem que não há uma compreensão clara dos mecanismos que levariam a esse tipo de colapso psicológico.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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