Como o Google mede a confiança de um site? Patente revela que comportamento do usuário é a chave

Renê Fraga
5 min de leitura

Você já parou para pensar como o Google decide quais sites são confiáveis e merecem estar no topo das buscas? Uma patente registrada há anos pelo gigante das buscas revela um segredo fascinante: o comportamento dos usuários pode ser um sinal poderoso para determinar a confiança de um site.

E o mais interessante? O algoritmo não começa com links, mas com as pessoas.


A ideia por trás da patente de “Trust Ranking”

A internet é um oceano de sites interligados, mas nem todos merecem a mesma confiança. O Google sempre buscou maneiras de identificar quais páginas são realmente relevantes e seguras para os usuários.

Enquanto o famoso PageRank analisa links entre sites, a patente de Trust Ranking vai além: ela começa com o usuário.

Como funciona o Trust Ranking?

  1. Usuários confiam em certos sites (como fóruns, blogs especializados ou sites de notícias).
  2. Esses sites, por sua vez, indicam outros sites confiáveis (através de links, recomendações ou comentários).
  3. O Google usa essa rede de confiança para melhorar o ranking das páginas nos resultados de busca.

Ou seja:
Usuário → Confia em Site X → Site X recomenda Site Y → Google prioriza Site Y

É como um sistema de indicações, onde a confiança do usuário é o ponto de partida.


O que faz um site ser considerado “confiável”?

A patente explica que o Google pode usar diferentes sinais para medir essa confiança:

1. Comportamento do Usuário (o “Botão de Confiança” Invisível)

A patente menciona um hipotético “botão de confiança”, que os usuários clicariam para indicar que confiam em um site. Mas esse botão nunca existiu!

Na prática, o Google provavelmente substitui essa ideia por sinais comportamentais, como:

  • Frequência de visitas (se um usuário acessa sempre o mesmo site, é um sinal de confiança).
  • Tempo gasto na página (quanto mais tempo, maior a relevância).
  • Taxa de rejeição (se o usuário sai rápido, pode indicar desconfiança).

Ou seja, seu público é seu maior aliado para rankear bem.

Sites considerados autoridades (“Vertical Knowledge Sites”) — como portais de notícias, blogs especializados ou fóruns — têm peso extra. Se eles linkam ou citam um conteúdo, o Google entende que há um selo de confiança indireto.

Exemplo:

  • Um especialista em câmeras digitais recomenda um modelo em seu blog.
  • O Google interpreta essa indicação como um voto de confiança no produto.

3. “Labels” (etiquetas de Confiança)

A patente também fala sobre “labels”, que seriam como etiquetas associadas a um site. Por exemplo:

  • Um artigo sobre saúde pode ser marcado como “sintomas” ou “tratamento” por um site médico confiável.
  • Se um usuário busca “câncer label:sintomas”, o Google prioriza páginas com essa etiqueta.

Na prática, isso pode estar relacionado a palavras-chave contextuais ou menções em conteúdo especializado.


O que isso significa para criadores de conteúdo?

Se o Google prioriza sites que os usuários consideram confiáveis, como melhorar seu posicionamento?

Dicas para Ganhar Confiança do Google:

Produza conteúdo de qualidade – Se os usuários passam tempo no seu site e voltam, é um ótimo sinal.
Tenha backlinks de fontes confiáveis – Indicações de especialistas ou sites relevantes fortalecem sua autoridade.
Mantenha uma boa experiência do usuário – Sites rápidos, seguros (HTTPS) e bem estruturados são preferidos.
Esteja em comunidades e fóruns – Menções em sites de nicho podem ajudar a construir sua reputação.


O Google quer que você pense no usuário

Essa patente reforça algo que o Google sempre diz: crie para pessoas, não para algoritmos. Se seu site é útil, relevante e conquista a confiança do público, as chances de rankear bem aumentam significativamente.

E aí, curioso? Agora você sabe que, por trás dos resultados de busca, existe um complexo sistema que usa o comportamento das pessoas para decidir o que é confiável.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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