Google pode transformar vídeos do Veo 3 em experiências interativas no futuro

Renê Fraga
2 min de leitura

Uma simples troca de mensagens entre executivos do Google chamou a atenção da comunidade de tecnologia e inteligência artificial nesta semana.

Tudo começou quando um usuário da rede X (antigo Twitter) pediu para poder transformar seus vídeos criados com o Veo 3 em um jogo interativo.

Em resposta, Demis Hassabis, CEO da DeepMind, disse: “agora isso seria algo”, sugerindo que essa possibilidade pode não estar tão distante da realidade.

Logo depois, Logan Kilpatrick, responsável pelo Google AI Studio e pela API do Gemini, respondeu com emojis enigmáticos, reforçando o clima de mistério.

Apesar de a empresa não ter feito nenhum anúncio oficial, a troca de mensagens levantou discussões sobre o potencial do modelo Veo 3 para além da geração de vídeos, especialmente na criação de mundos jogáveis e interativos.

Para entender melhor, é importante diferenciar dois tipos de tecnologias. O Veo 3 é um modelo de geração de vídeo capaz de criar cenas realistas com áudio e movimento, baseando-se em física do mundo real.

Já os chamados modelos de mundo, como o Genie 2 da própria DeepMind, são capazes de simular ambientes dinâmicos, onde uma inteligência artificial pode prever e reagir a ações dentro de um cenário.

Em outras palavras, modelos de mundo não apenas mostram um vídeo, mas permitem que o usuário interaja com ele como se fosse um jogo.

O caminho até um jogo completo exige mais do que gráficos realistas. É preciso que o sistema seja interativo, coerente em tempo real e responsivo.

Por isso, a combinação de tecnologias como o Veo 3 e o Genie 2 pode ser um passo estratégico do Google. A empresa também tem planos ambiciosos com o Gemini 2.5 Pro, modelo multimodal que, futuramente, pode simular até aspectos do cérebro humano.

Se o Google decidir seguir por esse caminho, pode entrar em uma nova disputa no setor de IA contra nomes como Microsoft, Runway, Scenario, Pika e até a OpenAI, com seu modelo de vídeo Sora.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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