Uso de IA no Google aumenta buscas sem cliques e preocupa sites de notícias

Renê Fraga
2 min de leitura

Um novo relatório divulgado pela Similarweb revela uma mudança significativa no comportamento dos usuários do Google desde a introdução dos resumos com inteligência artificial (AI Overviews) em maio de 2024.

De acordo com os dados, a porcentagem de buscas que não geram cliques em sites, conhecidas como zero-click searches, cresceu de 56% para 69% em apenas um ano.

O que significa que, cada vez mais, os usuários estão obtendo suas respostas diretamente na própria página de resultados do Google, sem a necessidade de acessar os sites que originalmente publicaram as informações.

Essa tendência tem impactado de forma direta o tráfego orgânico, especialmente de portais de notícias, que perderam bilhões de visitas no período.

O estudo aponta que o tráfego desses sites caiu de um pico de mais de 2,3 bilhões de visitas em meados de 2024 para menos de 1,7 bilhão em 2025.

Essa queda levanta preocupações sobre a visibilidade e a sustentabilidade financeira de muitos veículos jornalísticos que dependem da audiência vinda das buscas.

Embora o Google continue afirmando que a web está em plena atividade, até mesmo os relatórios da própria empresa mostram uma desconexão crescente entre impressões e cliques.

No entanto, esses dados ainda não são segmentados entre os resultados tradicionais e os novos formatos com inteligência artificial, o que dificulta a análise mais precisa sobre o impacto real dos AI Overviews na navegação dos usuários.

Arte: WSJ

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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