Google revela o que considera conteúdo de qualidade nos resultados de busca

Renê Fraga
3 min de leitura

Um dos grandes segredos por trás do algoritmo de busca do Google pode estar na forma como o conteúdo é apresentado e na experiência que ele oferece aos usuários.

Mais do que palavras-chave, o Google estaria priorizando sinais que indicam se um conteúdo é útil, confiável e fácil de entender.

A revelação ganhou força após documentos divulgados durante um processo antitruste nos Estados Unidos, que mostraram como o comportamento dos usuários desempenha um papel central na avaliação da qualidade de páginas.

Entre os diversos documentos apresentados, um deles detalha que o Google precisa de um grande volume de dados para identificar padrões consistentes no comportamento dos usuários.

O que inclui como as pessoas interagem com os resultados, o tempo que permanecem em uma página e se realizam outras ações a partir dali.

Patentes como Navboost, TrustRank e Branded Search reforçam essa abordagem, mostrando que a interação humana é essencial para alimentar sistemas como RankBrain, RankEmbed e DeepRank, todos baseados em aprendizado de máquina.

Outra mudança relevante no cenário atual é a diminuição da importância das palavras-chave exatas. Ainda que continuem sendo relevantes, elas não são mais determinantes como antes.

Muitos dos principais resultados de busca já não trazem as palavras-chave exatas no título ou na descrição, mas sim conteúdos bem estruturados, fáceis de navegar e que oferecem respostas claras.

Sites organizados por tópicos e com estruturas lógicas têm mais chances de conquistar boas posições nos resultados, justamente por facilitar a experiência do usuário.

Por fim, um bom conteúdo não se limita à etapa inicial de busca. O Google também observa o que acontece após o clique: o chamado “funil pós-transação”.

Ou seja, ações como compartilhamentos, avaliações, menções em redes sociais e até parcerias com sites não concorrentes. Esses sinais reforçam a confiança no site e indicam ao Google que os visitantes tiveram uma boa experiência.

Em um cenário cada vez mais orientado por experiência do usuário, entender e aplicar esses conceitos pode ser o diferencial entre aparecer no topo das buscas ou simplesmente desaparecer.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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