Uma investigação conduzida pelo especialista em SEO James Brockbank revelou um comportamento preocupante envolvendo o ChatGPT: a inteligência artificial estaria recomendando empresas e serviços com base em informações retiradas de sites invadidos ou de domínios antigos que foram reaproveitados para outros fins.
De acordo com Brockbank, algumas dessas recomendações apresentadas pela IA podem ter origem em páginas comprometidas por criminosos ou em sites que mudaram completamente de propósito após serem comprados.
Mesmo assim, por ainda manterem certa “autoridade” na web, como links antigos de sites respeitados, esses domínios continuam sendo vistos como confiáveis por ferramentas de IA como o ChatGPT.
A investigação identificou dois tipos principais de manipulação. O primeiro envolve sites legítimos que foram hackeados e passaram a hospedar conteúdos como listas de jogos de azar, escondidos de forma sutil para enganar os sistemas de segurança.
O segundo método explora domínios expirados que tinham boa reputação e muitos links recebidos de grandes portais. Após a mudança de dono, esses sites são reconstruídos com novos conteúdos, muitas vezes sem relação com o tema original, mas ainda assim continuam influenciando a IA.
O caso mostra como sistemas baseados em inteligência artificial ainda precisam evoluir na forma como avaliam e selecionam suas fontes.
Enquanto isso, especialistas recomendam cautela ao seguir recomendações automatizadas, especialmente quando a origem das informações não é clara.
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