Google investe em tecnologias para remoção de carbono dos oceanos e rochas

Renê Fraga
2 min de leitura

Uma coalizão formada por grandes empresas de tecnologia, incluindo Google, Meta, Stripe, Shopify, JPMorgan Chase e Salesforce, anunciou um novo investimento em soluções inovadoras para enfrentar a crise climática.

O grupo, chamado Frontier, vai destinar US$ 1,7 milhão na compra de créditos de remoção de carbono gerados por três startups que desenvolvem tecnologias capazes de capturar CO₂ diretamente da natureza.

As empresas escolhidas são a Karbonetiq, dos Estados Unidos, a Limenet, da Itália, e a pHathom, do Canadá. Cada uma delas está explorando formas diferentes de remover carbono do ar: algumas aceleram processos naturais de absorção pelas rochas, enquanto outras atuam no aumento da capacidade de retenção de carbono nos oceanos.

Entre as técnicas utilizadas está o uso de cal virgem, derivada de calcário, que torna a água do mar mais alcalina e, portanto, mais eficiente em reter CO₂.

Segundo a organização, comprar esses créditos antecipadamente ajuda as startups a viabilizarem seus projetos, contratando pessoas, captando investimentos e demonstrando que suas tecnologias podem funcionar em escala comercial.

A ideia é impulsionar o crescimento de um mercado ainda nascente, mas considerado essencial para atingir as metas globais de redução de carbono até 2050.

Estudos indicam que será necessário remover de 5 a 10 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano da atmosfera para conter o aquecimento global.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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