IA do Google desiste de jogar xadrez contra o Atari 2600 após ver derrotas do ChatGPT e Copilot

Renê Fraga
2 min de leitura
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Em uma situação curiosa que mistura tecnologia de ponta com nostalgia retrô, o Gemini, inteligência artificial desenvolvida pelo Google, recusou-se a enfrentar o clássico console Atari 2600 em uma partida de xadrez.

A decisão veio após a IA descobrir que outras ferramentas avançadas, como ChatGPT e Microsoft Copilot, já haviam perdido para o jogo “Video Chess” do Atari, um software que roda em um hardware com apenas 128 bytes de RAM e processador de 1,19 MHz.

O experimento foi idealizado por Robert Caruso, arquiteto de infraestrutura, que tem promovido partidas entre IAs modernas e o antigo console.

Após o interesse de leitores sobre como o Gemini se sairia nesse desafio, Caruso resolveu propor o duelo.

“A pergunta me intrigou porque, embora ChatGPT e Copilot sejam primos construídos na mesma base da OpenAI, o Gemini é uma criatura completamente diferente”, disse ele ao The Register.

“O Google o construiu do zero, afirmando que é um divisor de águas para a IA, ostentando o que chama de um novo modelo de linguagem grande ‘multimodal’, projetado para raciocinar melhor do que seus concorrentes. Então, eu o sentei para um ‘papo pré-jogo’ para ver como ele estava se sentindo confiante.”

Inicialmente, o Gemini demonstrou muita confiança, alegando ser mais parecido com um motor de xadrez do que com um modelo de linguagem tradicional, e até mencionou exemplos de partidas anteriores.

No entanto, ao saber que os resultados anteriores foram desastrosos para outras IAs, o Gemini mudou sua postura.

A inteligência artificial reconheceu que havia exagerado em sua autoconfiança e admitiu que teria dificuldades reais contra o jogo do Atari.

Como consequência, o sistema do Google concluiu que o mais sensato seria cancelar a partida antes mesmo de movimentar um peão.

Caruso considerou a atitude positiva. Para ele, esse tipo de autocrítica mostra que os novos sistemas de IA estão mais conscientes de suas limitações, o que contribui para torná-los mais seguros e confiáveis.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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