Como 1.200 testes estão mudando a tecnologia de Busca do Google

Renê Fraga
3 min de leitura

Uma investigação recente revelou detalhes inéditos sobre os bastidores do sistema de busca do Google. Atualmente, a empresa mantém cerca de 1.200 experimentos internos, sendo mais de 800 ainda ativos.

Esses testes envolvem desde recursos já conhecidos por especialistas, como Mustang, QRewrite e Tangram, até novos projetos com nomes curiosos como Harmony, Moonstone, Whisper e DeepNow, este último apontado como o sucessor do antigo Google Now.

A abordagem do Google é diferente de outros sites: em vez de grandes atualizações de tempos em tempos, as mudanças acontecem de forma contínua e gradual.

Cada experimento é cuidadosamente analisado antes de ser integrado ao sistema principal. O que permite que novas ideias sejam testadas com segurança, afetando apenas uma parcela pequena de usuários enquanto os resultados são avaliados.

A diversidade dos testes chama atenção: há áreas inteiras dedicadas à inteligência artificial, comércio eletrônico, esportes, clima, finanças, entre outros.

Cada tema funciona em um “domínio sobreposto”, ou seja, em um ambiente isolado para que diferentes equipes possam testar recursos simultaneamente sem interferências.

Outro elemento essencial é o Knowledge Graph, ou “grafo de conhecimento”, considerado o cérebro por trás dos produtos do Google.

Ele organiza informações e entidades, como pessoas, lugares e eventos, e é utilizado por serviços como Busca, Discover, YouTube, Mapas e o Assistente.

As entidades são validadas em diferentes níveis de confiança, e há também as chamadas “entidades fantasmas”, que permitem ao Google reagir rapidamente a eventos que estão acontecendo em tempo real.

Esses dados são constantemente atualizados com ajuda de ferramentas como SAFT e WebRef, que classificam e conectam informações extraídas da web.

Por fim, a pesquisa também revelou o funcionamento do “AI Mode”, uma interface baseada em agentes especializados que atuam em áreas específicas, como saúde, culinária e notícias.

Tudo isso faz parte do projeto Magi, que conta com mais de 50 testes em andamento. O sistema é alimentado por perfis de usuários que cruzam preferências de longo prazo com comportamentos em tempo real.

E vai mais além: inclui até sensores que identificam se a pessoa está em movimento, dormindo ou dentro de um elevador.

Com todos esses recursos, o Google espera tornar sua plataforma cada vez mais inteligente, capaz de entender o contexto, prever interesses e oferecer respostas personalizadas de forma quase instantânea.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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