Reino Unido quer mais opções para usuários além de Apple e Google

Renê Fraga
2 min de leitura

A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) está avaliando uma proposta que pode obrigar Apple e Google a reformular alguns de seus serviços móveis no país.

O motivo? As duas empresas dominam entre 90% e 100% do mercado de smartphones no Reino Unido, o que levou o órgão regulador a classificá-las como um “duopólio efetivo”.

Um dos pontos em destaque é o fato de que apps próprios da Apple e do Google costumam receber mais visibilidade em seus ecossistemas, o que pode limitar a concorrência e reduzir as opções disponíveis para os consumidores.

Se a proposta for aprovada, Apple e Google passarão a ter um “status de mercado estratégico”, o que dará à CMA poderes para exigir mudanças estruturais em seus produtos e serviços.

O objetivo da medida é aumentar a competitividade e oferecer mais liberdade para desenvolvedores e usuários. As empresas têm até agosto para apresentar suas defesas, com uma decisão final prevista para outubro.

Enquanto Apple afirma que as regras podem comprometer a privacidade e a segurança dos usuários, o Google argumenta que suas tecnologias promovem inovação e já oferecem boas opções ao público.

A investigação também tem o apoio de entidades de defesa do consumidor, que afirmam que o domínio das duas empresas já causa prejuízos reais ao mercado e à experiência dos usuários.

O caso do Reino Unido se soma a outras ações regulatórias em andamento na União Europeia e nos Estados Unidos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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