Uma análise recente do especialista Metehan Yeşilyurt revelou algo curioso no código do ChatGPT: o uso de uma técnica chamada Reciprocal Rank Fusion (RRF) para organizar e selecionar os sites que aparecem como fonte nas respostas da IA.
Embora essa metodologia não seja nova, seu uso por uma das ferramentas de IA mais populares do mundo traz insights importantes sobre o futuro das buscas e como o SEO pode se adaptar a ele.
O RRF é um método matemático desenvolvido em 2009 e amplamente usado em sistemas de recuperação de informações. Em vez de usar uma única busca para responder a uma pergunta, o ChatGPT realiza várias buscas diferentes, com variações de termos e expressões.
Depois, ele combina os resultados de todas essas pesquisas e aplica uma fórmula que dá mais peso aos sites que aparecem bem ranqueados em múltiplas consultas.
Como funciona o RRF na prática?
A fórmula básica do RRF é simples:
RRF score = 1 / (60 + posição do ranking)
Com isso, uma página que aparece em 1º lugar em uma busca tem uma pontuação maior do que uma que aparece em 10º. Mas o diferencial do RRF é que ele soma essas pontuações de várias buscas diferentes.
Ou seja, um site que aparece em 4º, 5º, 6º e 7º lugar em diferentes variações de busca pode ter um desempenho melhor que um site que aparece em 1º lugar em apenas uma.
Por que isso importa para quem produz conteúdo?
Essa abordagem valoriza o que chamamos de autoridade temática. Sites que oferecem cobertura ampla e consistente sobre um assunto, como uma série de artigos interligados sobre “cafeteiras”, por exemplo, têm maior probabilidade de serem citados pelo ChatGPT.
Segundo a análise de Yeşilyurt, uma página única que ranqueia apenas para “melhores cafeteiras” terá uma pontuação inferior a um site que cobre o tema com profundidade, com conteúdos como “tipos de cafeteiras”, “como escolher uma cafeteira”, “review de cafeteiras caseiras” e assim por diante.
Essa estratégia de “clusters de conteúdo” se mostra matematicamente superior no modelo RRF.
ChatGPT busca mais do que páginas
O código analisado também indica que o ChatGPT considera vários tipos de resultados, incluindo páginas da web, agrupamentos de páginas e até elementos visuais como imagens.
Nesta mesma lógica, que produzir conteúdo em formatos variados — texto, imagens, listas — também pode aumentar a visibilidade nos resultados da IA.
O que isso revela sobre o futuro das buscas?
O uso do RRF pelo ChatGPT mostra como as buscas baseadas em IA estão evoluindo: não se trata mais de responder com um único link, mas de construir uma resposta a partir de vários sinais de autoridade e relevância.
Para os criadores de conteúdo e profissionais de SEO, a mensagem é clara: não basta ser bom em um único termo, é preciso dominar o assunto como um todo.
Em vez de focar apenas em palavras-chave isoladas, vale mais a pena investir em estratégias de conteúdo que cobrem um tópico de forma ampla e consistente.
O que não só melhora a experiência do usuário, como também alinha seu conteúdo com a lógica de busca que sistemas como o ChatGPT estão começando a adotar.
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