Chrome 140 vai melhorar a nitidez no Linux com detecção automática de Wayland

Renê Fraga
2 min de leitura

O Google está preparando uma novidade importante para quem usa o Chrome no Linux: a partir da versão 140, prevista para agosto de 2025, o navegador vai passar a detectar automaticamente qual servidor gráfico está sendo utilizado no sistema, escolhendo entre X11 e Wayland.

Essa mudança promete acabar com o problema de interface borrada que muitos usuários enfrentam ao usar o Chrome com escala fracionada no Wayland.

O Chrome utiliza uma tecnologia chamada Ozone para lidar com gráficos e comandos do teclado e mouse. Até agora, mesmo em sistemas modernos que já usam o Wayland, o navegador continuava funcionando como se estivesse no antigo X11.

O que fazia com que textos e imagens ficassem menos nítidos, especialmente quando a escala da tela não era inteira, como 125% ou 150%.

Com a atualização, o Chrome vai usar a configuração “auto” para escolher o melhor servidor gráfico de acordo com o ambiente do usuário. Se o sistema estiver rodando Wayland, o navegador vai se adaptar automaticamente, melhorando a qualidade visual e a resposta aos comandos.

Para quem já quiser experimentar, é possível ativar essa opção nas configurações avançadas do Chrome, acessando chrome://flags e procurando por “ozone-platform-hint”.

Essa mudança já vinha sendo testada há algum tempo e, segundo relatos, não traz impactos negativos no desempenho.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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