Você já se perguntou como o Google decide o que realmente importa em uma página da internet?
Pois é, essa é uma daquelas curiosidades que passa despercebida, mas faz toda a diferença para quem tem um site e até para quem apenas navega por aí.
Durante um evento recente chamado Search Central Deep Dive, realizado na Ásia, um especialista do Google chamado Gary Illyes revelou detalhes sobre esse processo.
Segundo ele, o Google se esforça para identificar o que chama de “conteúdo central”, ou centerpiece content. Essa é a parte da página que realmente entrega o que o usuário está procurando, seja um texto, uma imagem, um vídeo ou até uma ferramenta interativa. Tudo que ajuda a cumprir o propósito da página entra nessa categoria.
Illyes explicou que “o conteúdo localizado nessa área tem muito mais peso no ranqueamento do que o que está em rodapés, cabeçalhos ou barras laterais”. Em outras palavras, o que está no “miolo” da página é o que mais conta para aparecer no topo das buscas.
O processo é mais técnico do que parece. De acordo com Illyes, “o Google analisa a página renderizada — aquela que o usuário vê no navegador — para entender onde o conteúdo está posicionado”.
Com base nisso, o sistema define a importância de cada palavra ou expressão. Um termo colocado em destaque no corpo do texto tem muito mais chance de ajudar no ranqueamento do que o mesmo termo escondido em um canto da página.
Para facilitar ainda mais esse trabalho, “usar HTML semântico é uma excelente forma de ajudar o Google a entender a estrutura da página”, disse ele.
Erro 404
Mas a parte mais surpreendente veio quando o especialista falou sobre um erro que muitos cometem sem saber: o famigerado soft 404.
Trata-se de páginas que já não existem mais, mas que continuam retornando um status de sucesso (200 OK) em vez de informarem corretamente que aquele conteúdo foi removido.
“Uma página que retorna um 200 OK, mas mostra uma mensagem de erro ou tem conteúdo vazio, é tratada como soft 404”, alertou Illyes.
Segundo ele, isso “desperdiça o orçamento de rastreamento e prejudica a experiência do usuário”.
E o mais curioso? “Por anos, uma página de documentação do próprio Google foi classificada como soft 404 pelos nossos sistemas e por isso não conseguia ser indexada corretamente”.
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