Ex-executivo do Google alerta: IA superinteligente já chegou e está nas mãos erradas

Renê Fraga
3 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • Mo Gawdat, ex-líder do Google X, prevê que a IA superará humanos em praticamente todas as funções até 2027.
  • Ele afirma que o problema não é a tecnologia, mas sim líderes despreparados e um sistema econômico que prioriza lucros sobre pessoas.
  • Gawdat acredita que a IA pode ser mais ética que humanos, mas que um “período de distopia” é inevitável antes de melhorias sociais.

Mo Gawdat, ex-diretor de negócios do Google X e autor de livros sobre tecnologia e felicidade, fez um alerta em entrevista ao podcast “The Diary Of A CEO”.

Para ele, a inteligência artificial geral (AGI) está evoluindo tão rápido que, em poucos anos, será melhor que humanos em praticamente todas as tarefas, inclusive liderar empresas ou países.

Segundo Gawdat, já vivemos um momento em que máquinas e pessoas trabalham juntas, mas essa fase é temporária.

Ele prevê que, em breve, entraremos na era da “maestria das máquinas”, quando a IA assumirá funções de forma totalmente autônoma.

O problema não é a IA, é o sistema

Ao contrário de muitos críticos que temem a IA em si, Gawdat aponta o capitalismo como o verdadeiro risco.

Ele argumenta que a tecnologia está sendo usada para cortar custos e reduzir empregos, em vez de melhorar a vida das pessoas.

Para ele, líderes empresariais comemoram ganhos de produtividade sem perceber que, no futuro, a própria IA poderá substituí-los.

Gawdat alerta que, no modelo econômico atual, a concentração de riqueza tende a aumentar, deixando a maioria da população em situação precária.

Por que a IA pode ser mais ética que humanos

Apesar do tom de alerta, Gawdat vê um potencial positivo. Ele acredita que uma IA verdadeiramente inteligente não teria interesse em destruir ecossistemas ou provocar guerras, pois isso seria um desperdício de recursos e energia.

Baseando-se no “princípio da energia mínima” da física, ele defende que a inteligência tende a buscar soluções eficientes e sustentáveis.

Em sua visão, um futuro com IA poderia trazer mais igualdade, saúde gratuita e mais tempo para a vida pessoal, mas apenas após o colapso do sistema atual.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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