Testes indicam que ChatGPT Plus pode estar usando o Google para responder perguntas

Renê Fraga
4 min de leitura

🔎 Principais destaques:

  • Experimentos mostram que ChatGPT Plus citou conteúdo encontrado apenas no índice do Google.
  • Testes de especialistas em SEO sugerem que a visibilidade no Google pode influenciar diretamente as respostas da IA.
  • OpenAI e Google não confirmam nem negam oficialmente o uso do buscador.

Nos últimos dias, uma série de experimentos conduzidos por especialistas em SEO reacendeu uma polêmica: o ChatGPT Plus, versão paga do chatbot da OpenAI com recurso de navegação, pode estar usando o Google Search para encontrar informações, mesmo que oficialmente a empresa declare parceria com o Bing.

A suspeita ganhou força após um teste do site Backlinko, que criou um termo fictício e o publicou em uma página visível apenas para o Googlebot.

O resultado surpreendeu: o ChatGPT Plus conseguiu responder sobre o termo citando exatamente o conteúdo dessa página, algo que não deveria ser possível se estivesse usando apenas o Bing.

O experimento que levantou a suspeita

O Backlinko inventou o termo “NexorbalOptimization” e publicou uma página sobre ele. Essa página:

  • Não tinha links apontando para ela.
  • Não aparecia no sitemap do site.
  • Só podia ser encontrada se fosse indexada pelo Google.

Depois que o Google indexou o conteúdo, a equipe perguntou a diferentes modelos de IA o que significava o termo.

Apenas o ChatGPT Plus com navegação e o Perplexity deram respostas corretas, citando diretamente o texto da página.

Modelos como Claude e a versão gratuita do ChatGPT não conseguiram responder.

Por que isso importa para o SEO

Se o ChatGPT Plus realmente estiver usando o Google como fonte, isso significa que estar bem posicionado no buscador pode aumentar a chance de seu conteúdo aparecer nas respostas da IA.

Para quem trabalha com otimização de sites, isso reforça que o SEO continua relevante. Se o seu conteúdo não aparece no Google, ele pode simplesmente não existir para algumas inteligências artificiais.

Outros testes que reforçam a teoria

O experimento do Backlinko não foi isolado. Três outros especialistas já haviam feito testes semelhantes:

  • Abhishek Iyer, ex-engenheiro do Google, criou uma página oculta indexada apenas pelo Google. O ChatGPT Plus encontrou o conteúdo, mas a versão gratuita não. Ele também analisou as referências de busca da IA e encontrou forte alinhamento com dados do Google, não do Bing.
  • Aleyda Solis observou que as respostas do ChatGPT reproduziam trechos idênticos aos snippets do Google, mesmo quando o Bing já havia indexado a página.
  • Alexis Rylko comparou registros de busca do ChatGPT com resultados ao vivo e descobriu que até 90% das URLs citadas coincidiam com o topo do Google, incluindo formatação e metadados.

Até agora, OpenAI e Google não confirmaram nem negaram qualquer integração direta.

A OpenAI afirma que usa “vários provedores de busca” e mantém parceria com a Microsoft, mas não descarta explicitamente o uso do Google.

Para o público leigo, a questão central é simples: se confirmado, isso significa que o ChatGPT Plus pode estar “consultando” o Google para responder perguntas, algo que mudaria a forma como entendemos a relação entre IA e mecanismos de busca.

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Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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