“Estudos estão errados”, diz Google sobre impacto da IA na Busca

Renê Fraga
3 min de leitura

🔎 Principais destaques:

  • Google afirma que volume de cliques orgânicos na Busca se mantém estável ano a ano.
  • Empresa diz que “qualidade dos cliques” aumentou e que IA traz mais oportunidades para sites.
  • Estudos independentes apontam queda no tráfego, mas Google contesta e fala em metodologias falhas.

Em meio a debates sobre o impacto dos recursos de IA na Busca, o Google declarou que o volume total de cliques orgânicos enviados para sites permanece “relativamente estável” quando comparado ao último ano.

A afirmação foi feita por Liz Reid, líder do Google Search, em um post no blog oficial da empresa.

Segundo a executiva, o crescimento dos recursos como o AI Overviews — já usado por mais de 2 bilhões de usuários mensais, não reduziu o tráfego geral, mas teria aumentado a “qualidade” dos cliques.

Para o Google, esse tipo de clique ocorre quando o usuário realmente se interessa pelo conteúdo, sem retornar rapidamente aos resultados.

Críticas à falta de transparência

Apesar das garantias, a empresa não apresentou dados concretos, gráficos ou estatísticas extraídas do Search Console, o que gerou desconfiança entre especialistas.

Ferramentas internas do Google não permitem filtrar especificamente o tráfego gerado por respostas de IA, e a ausência dessa métrica dificulta a análise independente.

Estudos de terceiros, inclusive de fontes respeitadas, apontam quedas significativas de tráfego em alguns setores após a expansão das funcionalidades de IA.

O Google, no entanto, diz que muitos desses levantamentos usam períodos de comparação inadequados ou exemplos isolados, e reforça que a mudança nos hábitos de busca pode estar beneficiando alguns tipos de conteúdo em detrimento de outros.

Mudança no comportamento dos usuários

O Google explica que, com a IA, as buscas ficaram mais complexas e os usuários recebem mais links relevantes na página.

Para consultas que exigem respostas rápidas, como a data da próxima lua cheia, a resposta automática já satisfaz a necessidade, reduzindo cliques.

Em outros casos, a resposta da IA funciona como ponto de partida, levando a uma pesquisa mais aprofundada.

A empresa afirma que o tráfego está sendo redistribuído, com crescimento em sites que oferecem conteúdo autêntico e aprofundado, como fóruns, análises originais, vídeos e podcasts.

Para o Google, essa tendência indica que criadores capazes de atender às novas demandas dos usuários estão colhendo bons resultados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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