Google e IBM aceleram corrida para o computador quântico que pode mudar tudo até 2030

Renê Fraga
3 min de leitura

🖥️ Principais destaques:

  • Google e IBM afirmam estar próximas de criar computadores quânticos em escala industrial.
  • Tecnologia pode revolucionar áreas como saúde, inteligência artificial e energia.
  • Desafios técnicos ainda são enormes, mas avanços recentes indicam que o futuro está mais próximo.

A corrida para construir computadores quânticos realmente úteis está esquentando.

Depois de décadas de pesquisa, gigantes da tecnologia como Google e IBM afirmam que estão cada vez mais perto de transformar experimentos de laboratório em sistemas capazes de resolver problemas que os computadores tradicionais levariam séculos para processar.

A IBM apresentou em junho um plano detalhado para chegar a uma máquina com 1 milhão de qubits até o fim da década.

Já o Google, que superou um dos maiores obstáculos técnicos no final de 2024, também acredita que pode alcançar um sistema em escala industrial nesse mesmo prazo.

Enquanto isso, a Amazon Web Services adota uma postura mais cautelosa e prevê que a utilidade prática total dessa tecnologia pode levar de 15 a 30 anos para se concretizar.

O que é um computador quântico e por que ele é diferente

Ao contrário dos computadores atuais, que processam informações em bits (0 ou 1), os computadores quânticos usam qubits, que podem ser 0, 1 ou ambos ao mesmo tempo.

O que permite explorar múltiplas possibilidades simultaneamente, acelerando a resolução de problemas extremamente complexos.Essa capacidade pode impactar diretamente áreas como:

  • Descoberta de novos medicamentos e tratamentos.
  • Melhoria de sistemas de inteligência artificial.
  • Previsões financeiras mais precisas e detecção de fraudes.
  • Otimização de tráfego, logística e redes de energia.

O grande desafio: escalar sem perder estabilidade

Hoje, os sistemas mais avançados têm menos de 200 qubits. Para chegar a 1 milhão, será preciso superar obstáculos de engenharia e física.

O maior deles é a instabilidade: qubits mantêm seu estado especial por frações de segundo e, ao aumentar a quantidade, o risco de interferência cresce.

Além disso, computadores quânticos precisam operar em temperaturas próximas ao zero absoluto, exigindo sistemas de refrigeração gigantescos e caros.

Google, IBM e a nova fase da corrida

Tanto Google quanto IBM apostam em qubits supercondutores, que têm mostrado avanços rápidos, mas exigem controle extremamente preciso.

Outras empresas, como Amazon e Microsoft, exploram novos tipos de qubits, incluindo estados de matéria ainda pouco compreendidos, na tentativa de criar componentes mais estáveis.

Apesar das dificuldades, especialistas como Mark Horvath, da consultoria Gartner, acreditam que a meta é possível.

“Só porque é difícil, não significa que não possa ser feito”, afirma.

Se as previsões mais otimistas se confirmarem, a próxima grande revolução da computação pode estar batendo à porta antes de 2030.

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Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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