Google explica por que não usa curtidas e compartilhamentos de redes sociais no ranking de buscas

Renê Fraga
3 min de leitura

🔎 Principais destaques:

  • Google afirma que não usa e nem pretende usar métricas de redes sociais como fator de ranqueamento.
  • Motivo principal é a falta de controle sobre dados externos, que podem ser manipulados.
  • Empresa reforça que prioriza sinais internos e confiáveis para definir posições nos resultados.

Em uma entrevista recente, Gary Illyes, analista do Google, respondeu de forma direta a uma dúvida comum no mundo do SEO: curtidas, visualizações e compartilhamentos em redes sociais influenciam o ranking no Google? A resposta foi um claro “não” e, segundo ele, isso não deve mudar no futuro.

A conversa aconteceu durante uma entrevista conduzida por Kenichi Suzuki e Rio Ichikawa, especialistas da empresa japonesa Faber Company.

Illyes explicou que o Google evita usar sinais externos que não possa controlar, como métricas de redes sociais, justamente porque esses números podem ser inflados artificialmente.

Por que sinais externos são considerados pouco confiáveis

Segundo Illyes, se uma rede social decidir alterar ou manipular seus números, o Google não teria como verificar a veracidade dessas informações.

O que tornaria o sistema de ranqueamento vulnerável a fraudes e manipulações. O analista lembrou que essa postura não é nova e que a empresa já aprendeu com experiências passadas, como um caso em 2014 que reforçou a necessidade de confiar apenas em sinais que estejam sob seu próprio controle.

Outros exemplos de sinais externos que o Google considera pouco confiáveis incluem protocolos como o LLMs.txt, que poderia ser facilmente manipulado para tentar enganar o algoritmo, e até mesmo o uso de autorias falsas em artigos para simular autoridade.

O que realmente importa para ranquear no Google

Illyes reforçou que, embora elementos como dados estruturados sejam usados pelo Google, eles não funcionam como fator de ranqueamento, mas sim como recurso para habilitar funcionalidades extras, como rich results.

A mensagem final para profissionais e criadores de conteúdo é clara: em vez de apostar em sinais não confirmados ou fáceis de manipular, o foco deve estar em criar experiências de qualidade para o usuário, com conteúdo relevante e sites bem estruturados.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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