O que a inteligência artificial do Google quer do seu conteúdo

Renê Fraga
5 min de leitura

🔎 Principais destaques:

  • O SEO não morreu, mas mudou de forma radical: agora, relevância e autoridade de marca são mais importantes que palavras-chave soltas.
  • O Google e outros buscadores estão priorizando respostas diretas via IA, o que reduz cliques orgânicos e exige novas estratégias.
  • Marcas que combinam presença multicanal, conteúdo estruturado e confiança terão mais chances de aparecer nas respostas de IA e conquistar visibilidade.

Nos últimos anos, o SEO passou por transformações profundas. O que antes era dominado por palavras-chave e backlinks, hoje se tornou um ecossistema muito mais complexo, moldado pela inteligência artificial.

O Google, com seus AI Overviews, e a ascensão das buscas sem clique (zero-click searches) estão mudando a forma como as pessoas encontram informações. Mas isso não significa que o SEO acabou.

Pelo contrário: ele evoluiu. Agora, a disputa não é apenas por posições no ranking, mas por relevância, confiança e presença em múltiplos canais.

A seguir, exploramos como marcas e criadores podem se adaptar a essa nova realidade.

Estratégia Omnicanal: esteja onde seu público está

O comportamento do usuário mudou. Hoje, as pessoas não buscam apenas no Google: elas vão ao Reddit para opiniões reais, ao TikTok e YouTube para tutoriais e reviews, ao Instagram para descobertas visuais e até ao Amazon e Pinterest para inspiração e comparações.

Se sua marca está focada apenas no Google, está ignorando uma parte enorme da audiência. A nova regra é clara: seja encontrado em todos os lugares relevantes.

O que significa criar conteúdo adaptado a cada plataforma, entendendo como os usuários consomem informação em cada uma delas.

Como aparecer nos AI Overviews do Google

Os resumos de IA do Google estão mudando o jogo. Para que sua marca seja citada nessas respostas, é preciso criar conteúdo estruturado, direto e confiável.

Algumas práticas essenciais incluem:

  • Produzir textos conversacionais que respondam perguntas de forma clara.
  • Usar títulos objetivos e parágrafos curtos.
  • Implementar dados estruturados (schema markup) para facilitar a leitura da IA.
  • Permitir que bots de IA acessem seu conteúdo (ajustando arquivos como robots.txt).
  • Atualizar constantemente suas páginas com informações recentes.
  • Conquistar menções em sites confiáveis, fóruns e redes sociais.

Em resumo: quanto mais útil, atualizado e confiável for seu conteúdo, maior a chance de ser citado pela IA.

Do foco em palavras-chave para a intenção do usuário

O SEO deixou de ser uma corrida por palavras-chave isoladas. Agora, o que importa é entender a intenção do usuário e organizar o conteúdo em torno de tópicos completos.

Ou seja, criar artigos e materiais que não apenas respondam a uma pergunta, mas que antecipem dúvidas relacionadas, oferecendo uma visão ampla e confiável.

Ferramentas de análise semântica, como o MarketMuse, ajudam a identificar lacunas e oportunidades nesse processo. Além disso, buscas de marca (branded searches) estão se tornando cada vez mais relevantes.

Quando usuários procuram diretamente pelo nome da sua empresa, isso fortalece sua autoridade e aumenta as chances de ser citado por modelos de linguagem (LLMs).

O papel da IA na criação de conteúdo

A inteligência artificial não é inimiga do SEO, mas também não é a solução mágica. O Google não penaliza conteúdo feito com IA, mas rejeita materiais de baixa qualidade.

A melhor estratégia é usar IA como assistente criativo: gerar rascunhos, estruturar ideias, otimizar textos e acelerar processos. Porém, o toque humano continua indispensável para garantir originalidade, profundidade e conexão emocional com o público.

Conteúdo que se destaca é aquele que resolve problemas reais, educa e transmite confiança. E isso ainda depende da visão e experiência humana.

SEO em tempos de IA

Estamos vivendo uma evolução do SEO, não o seu fim. O futuro da busca é conversacional, distribuído em múltiplos canais e profundamente conectado à inteligência artificial.

As marcas que prosperarão nesse cenário serão aquelas que:

  • Entendem a jornada do usuário em diferentes plataformas.
  • Produzem conteúdo confiável, atualizado e estruturado.
  • Usam IA como aliada, mas mantêm o toque humano.

No fim das contas, não podemos esquecer: o conteúdo é feito para pessoas, não para algoritmos.

A IA pode ajudar a organizar e distribuir, mas a conexão verdadeira ainda nasce da autenticidade humana.

Inspirado neste artigo.

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Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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