OpenAI prepara navegador baseado no Chromium com inteligência artificial integrada

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • OpenAI testa um navegador baseado no Chromium, com estreia prevista no macOS.
  • O navegador terá recursos de IA que podem navegar e executar tarefas automaticamente.
  • A proposta é integrar a experiência do ChatGPT diretamente na navegação.

A OpenAI está trabalhando em um navegador próprio que usa o Chromium como base, a mesma tecnologia que sustenta o Google Chrome. A diferença é que esse navegador terá inteligência artificial integrada desde o início.

A ideia é que ele não seja apenas uma ferramenta para abrir sites, mas um assistente ativo que ajuda o usuário a realizar tarefas.

Segundo fontes próximas ao projeto, o navegador deve estrear primeiro no macOS. Ele já está sendo testado com recursos como seleção inteligente de abas, uma nova página inicial e até a possibilidade de o próprio navegador realizar buscas e interações em nome do usuário.

O que é o “Agent mode” e por que importa

Quem já usou o ChatGPT pode ter ouvido falar do “Agent mode”.

Esse recurso permite que a IA execute tarefas complexas, como criar uma apresentação de slides a partir de documentos e informações da internet.

Para isso, o sistema usa um navegador Chromium em segundo plano, rodando em um ambiente de nuvem. Na prática, o que a OpenAI está fazendo agora é trazer essa experiência para um navegador completo, acessível a qualquer pessoa.

O que significa que, em vez de apenas responder perguntas, a IA poderá agir diretamente dentro da navegação, economizando tempo e esforço.

O impacto para o Google e para os usuários

O Google domina o mercado de navegadores com o Chrome, mas a proposta da OpenAI pode mexer nesse cenário.

Se o navegador realmente oferecer uma experiência em que o usuário não precise sair da interface de chat para acessar informações, isso pode reduzir a dependência de buscas tradicionais.

A Reuters já havia antecipado que um navegador baseado no ChatGPT teria como objetivo manter o usuário dentro da própria interface, em vez de levá-lo a visitar sites.

O que representa uma mudança significativa no modelo atual da web, que gira em torno de cliques e acessos a páginas externas.

Análise do GD

A OpenAI parece estar tentando repetir com os navegadores o que o Google fez com as buscas no início dos anos 2000: mudar a lógica de como interagimos com a informação.

A diferença é que, desta vez, a proposta não é organizar a web, mas sim reduzir a necessidade de navegar por ela.

Para o Google, que construiu seu império em cima de cliques e anúncios, esse movimento soa como um alerta vermelho. Já vimos muitas tentativas de “matar o navegador tradicional” ao longo dos anos, mas poucas vingaram.

A questão é que, agora, a inteligência artificial pode finalmente oferecer a experiência que antes era só promessa.

Se o usuário realmente adotar esse modelo, o Chrome pode enfrentar seu primeiro rival de peso em muito tempo.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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