Estudo: mesmo com a ascensão da IA, Google continua sendo o ponto de partida para buscas

Renê Fraga
3 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • Usuários testam ferramentas de IA como ChatGPT e Gemini, mas ainda começam suas pesquisas no Google.
  • Resumos gerados por IA reduzem cliques em sites, o que preocupa editores e criadores de conteúdo.
  • O hábito de “dar um Google” segue sendo a maior barreira para a substituição total por IA.

Um novo estudo do Nielsen Norman Group mostra que a inteligência artificial generativa está mudando a forma como as pessoas pesquisam informações, mas não conseguiu desbancar o Google como porta de entrada.

Mesmo com a popularidade crescente de ferramentas como ChatGPT, Gemini e os resumos automáticos do próprio Google, a maioria dos usuários ainda mantém o costume de começar suas buscas no buscador tradicional.

O impacto da IA nos cliques

Segundo a pesquisa, os resumos de IA exibidos diretamente nos resultados do Google diminuem a necessidade de visitar sites.

O que significa menos tráfego para editores e criadores de conteúdo, um problema que já vinha sendo discutido desde a chegada dos snippets e que agora ganha força com a IA.

A eficiência percebida nas ferramentas de IA

Quando os participantes do estudo usaram ChatGPT ou Gemini para tarefas mais complexas, relataram que a experiência foi mais rápida e prática do que a busca tradicional.

Ainda assim, nenhum deles confiou apenas na IA: todos recorreram ao Google em algum momento para confirmar informações ou acessar páginas específicas.

O peso do hábito e da familiaridade

O estudo também destacou que a força do Google está no hábito. Assim como “dar um Google” virou sinônimo de pesquisar na internet, alguns usuários já chamam o ChatGPT simplesmente de “Chat”.

Essa familiaridade com as marcas pode ser decisiva na disputa entre buscadores tradicionais e ferramentas de IA.

No fim das contas, a pesquisa sugere que estamos diante de uma evolução, não de uma revolução.

A IA está mudando a jornada de busca, mas o Google segue firme como ponto de partida. O maior obstáculo para a adoção total da IA não é a tecnologia em si, mas o comportamento humano.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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