Google cutuca Apple em evento cheio de indiretas

Renê Fraga
3 min de leitura

🧠 Principais destaques:

  • Google usou o evento “Made by Google 2025” para provocar a Apple em vários momentos.
  • As críticas miraram atrasos em inteligência artificial, limitações do iOS e até a polêmica das bolhas verdes e azuis.
  • Apesar das farpas, o Google reforçou sua imagem de plataforma aberta e voltada à liberdade de escolha.

O evento “Made by Google 2025”, realizado em Nova York, não foi apenas sobre lançamentos de produtos como o Pixel 10 e o Pixel Watch 4.

O que realmente chamou atenção foi o tom adotado pela empresa: em vários momentos, executivos do Google aproveitaram para cutucar a Apple, sua maior rival no mercado de smartphones.

As críticas foram feitas de forma indireta, mas o público entendeu o recado.

O alvo principal foi a demora da Apple em entregar recursos de inteligência artificial prometidos para o iPhone, além das limitações do ecossistema iOS, frequentemente chamado de “jardim fechado”.

Inteligência artificial e promessas quebradas

Rick Osterloh, vice-presidente sênior de plataformas e dispositivos do Google, foi direto ao falar sobre o papel da IA nos celulares.

Ele afirmou que houve “muitas promessas quebradas” no setor, destacando que o Gemini, sistema de inteligência artificial do Google, já está disponível e funcionando.

A fala foi interpretada como uma referência clara ao Apple Intelligence, anunciado em 2024, mas adiado em 2025.

O Google já havia ironizado esse atraso em uma propaganda, sugerindo que esperar por recursos que nunca chegam pode ser frustrante para os usuários.

O fim da guerra das bolhas verdes e azuis

Outro momento de provocação veio com Adrienne Lofton, vice-presidente de marketing do Google.

Ela retomou a velha disputa entre mensagens enviadas de Android para iPhone, que durante anos resultaram em fotos borradas e dificuldades em grupos de conversa.

Mesmo após a Apple adotar o protocolo RCS em 2024, os textos enviados de Android ainda aparecem em verde, enquanto os de iPhone seguem em azul.

Para Lofton, essa discussão já perdeu relevância. Ela classificou o tema como “cansativo” e reforçou que o Android é uma plataforma aberta, que dá liberdade de escolha aos usuários.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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