Google Pixel 10 chega sem entrada para chip físico

Renê Fraga
2 min de leitura

📱 Principais destaques:

  • Pixel 10 e Pixel 10 Pro abandonam o chip físico e passam a usar apenas eSIM nos EUA
  • O modelo Pixel 10 Pro Fold será a única exceção, mantendo suporte ao SIM tradicional
  • Mudança segue tendência já adotada pela Apple e pode gerar dúvidas sobre compatibilidade

O Google anunciou a nova linha Pixel 10 e trouxe uma mudança importante para os usuários nos Estados Unidos: os aparelhos não terão mais a bandeja para chip físico.

Em vez disso, passam a usar apenas o eSIM, um componente já embutido no celular que dispensa a troca manual de cartões.

Na prática, o eSIM permite cadastrar diferentes linhas e operadoras no mesmo aparelho, sem precisar inserir ou remover nada.

Tudo é feito por software ou escaneando um QR Code fornecido pela operadora. O que facilita, por exemplo, ter um número pessoal e outro de trabalho no mesmo dispositivo.

Por que o Google decidiu adotar essa mudança

A remoção do espaço para o chip físico não é apenas uma questão de design. Ao eliminar a bandeja, o Google ganha mais espaço interno para incluir outros componentes, algo essencial em aparelhos cada vez mais compactos e sofisticados.

Essa decisão segue um movimento que já vem acontecendo no mercado. A Apple, por exemplo, adotou o eSIM de forma exclusiva nos iPhones vendidos nos EUA desde 2022.

Outras fabricantes, como a Samsung, também oferecem suporte em alguns modelos, mas de forma menos padronizada.

A exceção e os desafios de compatibilidade

Apesar da mudança, nem todos os modelos da linha seguirão essa regra. O Pixel 10 Pro Fold, versão dobrável, continuará oferecendo suporte tanto ao eSIM quanto ao chip físico.

O que pode ser uma vantagem para quem ainda depende do cartão tradicional, especialmente em países onde o eSIM não é amplamente aceito.

O grande desafio agora é a compatibilidade. Embora o Pixel 10 seja compatível com operadoras como Verizon, ainda há muitas diferenças entre países e empresas de telefonia.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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