Novo estudo: tráfego do ChatGPT avança, mas ainda é pequeno frente ao Google

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Novo comparativo em tempo real: ferramenta mostra como o tráfego de referência do ChatGPT cresce frente ao Google.
  • ChatGPT avança cerca de 1,5% ao mês, mas ainda está muito distante do domínio do Google.
  • Mudança de hábitos é lenta: estudos indicam que usuários continuam recorrendo primeiro ao Google, mesmo com a ascensão da IA.

Um novo projeto criado por Tim Soulo em parceria com a Ahrefs está chamando atenção no universo da inteligência artificial e da busca online.

O site chatgpt-vs-google.com acompanha, mês a mês, como o tráfego de referência gerado pelo ChatGPT se compara ao do Google Search.

Segundo Tim, os dados revelam uma realidade clara: embora o ChatGPT esteja crescendo, o ritmo atual não é suficiente para ameaçar o domínio absoluto do Google no curto prazo.

Hoje, o tráfego de referência vindo do ChatGPT cresce em torno de 1,5% ao mês, um avanço constante, mas ainda pequeno diante da escala gigantesca do Google.

O que os números realmente mostram

Esse acompanhamento mensal reforça algo que já vinha sendo observado desde novembro de 2024: o ChatGPT ainda representa uma fatia muito pequena do tráfego de referência na web.

Pesquisadores como Glenn Gabe já haviam apontado que, em média, o tráfego vindo de buscas com IA representava apenas 1% do total em muitos sites.

Ou seja, há crescimento, mas ele ainda é discreto. O Google continua sendo a porta de entrada natural para a maioria dos usuários, especialmente os menos experientes, que tendem a buscar primeiro no Google e só depois explorar alternativas com IA.

IA vai substituir o Google?

Essa é a grande pergunta que paira no ar. Um estudo recente do Nielsen Norman Group trouxe uma resposta interessante: a IA generativa tem, sim, potencial para mudar o comportamento dos usuários, mas não substitui totalmente a busca tradicional.

Na prática, o que acontece é uma convivência entre os dois modelos. Muitas pessoas usam o Google e o ChatGPT em paralelo, seja para explorar um mesmo tema de diferentes formas, seja para fazer uma checagem cruzada das informações.

O cenário atual sugere que a IA não vai “matar” o Google, mas sim complementar a experiência de busca.

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Seguir:
Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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