Google revela quanto gasta de energia cada pergunta feita ao Gemini

Renê Fraga
4 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Cada pergunta ao Gemini consome em média 0,24 Wh de energia, o equivalente a assistir TV por menos de 9 segundos.
  • O impacto ambiental por consulta é menor do que muitas estimativas públicas sugeriam.
  • Google é a primeira grande empresa de tecnologia a divulgar dados detalhados sobre energia, água e emissões do uso de IA.

A inteligência artificial está crescendo em ritmo acelerado e, junto com ela, cresce também a preocupação sobre o quanto essa tecnologia consome de energia e recursos naturais.

Pela primeira vez, o Google divulgou números oficiais sobre o impacto ambiental de seu chatbot Gemini, trazendo mais clareza para um debate que até agora era cheio de estimativas e especulações.

Segundo a empresa, cada pergunta feita ao Gemini consome em média 0,24 watt-hora de energia, emite 0,03 gramas de dióxido de carbono equivalente e utiliza 0,26 mililitros de água.

Para o usuário comum, isso significa que uma consulta ao Gemini gasta menos energia do que assistir alguns segundos de televisão.

Por que esses números importam

Até agora, nenhuma grande empresa havia publicado dados tão detalhados sobre o consumo de energia e água de seus sistemas de inteligência artificial.

O Google afirma que seus cálculos são mais completos do que muitas estimativas que circulam publicamente, porque incluem não apenas o gasto direto dos chips que processam as respostas, mas também o consumo de máquinas em espera, sistemas de resfriamento e outros elementos que mantêm os data centers funcionando.

O que significa que, mesmo que os números pareçam pequenos por pergunta, o impacto pode crescer rapidamente quando se considera que o Gemini tem centenas de milhões de usuários ativos por mês.

O que o Google está fazendo para reduzir o impacto

A empresa afirma que vem investindo em técnicas para tornar seus modelos mais eficientes.

Entre elas estão métodos que permitem que modelos menores façam parte do trabalho antes de passarem a tarefa para modelos maiores, economizando energia.

Além disso, o Google diz que está ampliando o uso de energia limpa em seus data centers e buscando repor a água utilizada nos processos de resfriamento.

Apesar disso, o próprio relatório de sustentabilidade da companhia mostra que o consumo total de energia do Google mais do que dobrou nos últimos quatro anos, o que indica que a eficiência por consulta não elimina o desafio do crescimento acelerado da demanda.

O que esperar daqui para frente

A divulgação desses dados pode pressionar outras empresas de inteligência artificial a fazer o mesmo, criando um padrão de transparência no setor.

Para especialistas, quanto mais informações o público tiver, mais será possível cobrar soluções sustentáveis e comparar o impacto ambiental entre diferentes serviços de IA.

Embora o Google mostre que uma única pergunta ao Gemini não consome muito, o uso em larga escala continua sendo um ponto de atenção.

O futuro da inteligência artificial dependerá não apenas da inovação tecnológica, mas também da capacidade de equilibrar crescimento com responsabilidade ambiental.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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