Apple pode usar inteligência artificial do Google para melhorar a Siri

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Apple estaria em conversas com o Google para usar o Gemini, sua tecnologia de IA, no futuro da Siri.
  • A empresa já teria sondado também a OpenAI e a Anthropic em busca de alternativas.
  • Decisão final deve levar algumas semanas e pode mudar o rumo da assistente virtual da Apple.

A Apple estaria avaliando uma parceria inédita com o Google para dar um salto na evolução da Siri.

Segundo informações do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa de Cupertino considera usar o Gemini, modelo de inteligência artificial do Google, para modernizar sua assistente virtual.

A movimentação acontece em um momento em que a Apple é vista como atrasada na corrida da inteligência artificial em comparação a rivais como Microsoft, OpenAI e a própria Google.

Por que a Apple busca ajuda externa

A Siri, lançada em 2011, foi pioneira entre as assistentes virtuais, mas perdeu espaço nos últimos anos.

Enquanto concorrentes avançaram com recursos mais inteligentes e conversacionais, a Siri manteve limitações que frustram usuários.

Para acelerar a transformação, a Apple estaria cogitando adotar tecnologia já pronta em vez de desenvolver tudo internamente, o que poderia levar mais tempo.

Google como parceiro improvável

Apesar de serem concorrentes diretos no mercado de smartphones, Apple e Google já mantêm parcerias estratégicas.

O exemplo mais conhecido é o acordo que faz do Google o buscador padrão no Safari, presente em iPhones e iPads.

Agora, a possível integração do Gemini à Siri mostraria que a Apple está disposta a repetir a fórmula: unir forças com um rival quando isso pode beneficiar seus produtos.

O que esperar nos próximos meses

Além do Google, a Apple também teria conversado com a OpenAI e a Anthropic, duas empresas que se destacam no setor de IA.

Ainda não há decisão tomada, e a expectativa é que a escolha final aconteça nas próximas semanas.

Caso a parceria com o Google avance, o Gemini poderia rodar diretamente nos servidores da Apple, garantindo maior controle sobre privacidade e desempenho.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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