ChatGPT teria usado resultados do Google para responder perguntas em tempo real

Renê Fraga
4 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Relatório aponta que o ChatGPT utilizou dados do Google Search por meio de um serviço de raspagem.
  • A prática contrasta com a versão oficial da OpenAI, que dizia depender do Bing e de dados licenciados.
  • O episódio reforça a importância contínua do índice de busca do Google, mesmo na era da inteligência artificial.

Nos últimos dias, um relatório publicado pelo site The Information trouxe à tona uma revelação que chamou a atenção do mercado de tecnologia: o ChatGPT, da OpenAI, teria recorrido a resultados do Google Search para responder a perguntas sobre temas em tempo real, como notícias, esportes e finanças.

A reportagem afirma que isso teria acontecido por meio de uma empresa chamada SerpApi, especializada em extrair dados de buscadores.

A descoberta é significativa porque mostra que, mesmo em um cenário de competição acirrada entre Google e OpenAI, o índice de busca do Google continua sendo uma peça central para a internet.

Como o ChatGPT teria acessado o Google

De acordo com a apuração, a OpenAI utilizou a SerpApi, uma empresa fundada há oito anos que oferece serviços de raspagem de resultados de busca.

Até maio de 2024, a SerpApi listava a OpenAI como cliente em seu site, mas essa informação foi retirada posteriormente sem explicação.

O Google, por sua vez, já teria tentado bloquear o acesso da SerpApi ao seu buscador, embora não esteja claro se essas medidas foram eficazes.

Além da OpenAI, outras gigantes como Meta, Apple e Perplexity também estariam entre os clientes da empresa de raspagem.

O contraste com o discurso oficial da OpenAI

A revelação contrasta com a narrativa pública da OpenAI. A empresa sempre afirmou que o ChatGPT se apoiava em dados do Bing, da Microsoft, além de informações licenciadas de publishers.

Durante o julgamento antitruste do Google nos Estados Unidos, um executivo da OpenAI chegou a dizer que o Bing apresentava “problemas de qualidade” e que o índice do Google seria muito mais eficiente para acelerar os planos de busca da companhia.

Curiosamente, o próprio CEO da OpenAI, Sam Altman, declarou recentemente que não usa mais o Google e que não se lembrava da última vez em que havia feito uma busca na plataforma.

A ironia é que, segundo o relatório, o Google estaria presente diariamente no funcionamento do ChatGPT.

O que isso significa para o futuro da busca

O episódio reforça um ponto importante: o índice do Google continua sendo a base da descoberta de informações na internet.

Se até mesmo um dos maiores concorrentes da empresa, que busca reinventar a forma como pesquisamos online, recorre ao Google, isso mostra o peso que a gigante de Mountain View ainda exerce.

Para profissionais de SEO, marketing digital e criadores de conteúdo, a mensagem é clara: enquanto o Google continuar sendo referência para outras plataformas, manter visibilidade nos resultados de busca segue essencial para atrair tráfego e negócios.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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