Meta pode usar IA do Google e da OpenAI em seus aplicativos, aponta reportagem

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Meta estuda integrar modelos de IA do Google (Gemini) e da OpenAI em seus produtos.
  • A estratégia seria temporária até que o modelo próprio da empresa, o Llama 5, esteja pronto.
  • A companhia já utiliza modelos externos em ferramentas internas para funcionários.

Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, estaria avaliando parcerias com o Google e a OpenAI para turbinar os recursos de inteligência artificial em seus aplicativos.

A informação foi publicada pelo site The Information e repercutida pela Reuters.

Segundo a reportagem, a equipe da Meta Superintelligence Labs, novo braço de pesquisa em IA da empresa, discute a possibilidade de integrar o modelo Gemini, do Google, para oferecer respostas em linguagem natural no Meta AI, o chatbot da companhia.

Também há conversas sobre o uso de modelos da OpenAI, criadora do ChatGPT, em diferentes recursos de suas redes sociais.

Por que a Meta busca ajuda externa

A Meta tem investido bilhões de dólares em inteligência artificial, mas ainda enfrenta concorrência pesada de Google, OpenAI e Anthropic.

A ideia de usar modelos de terceiros seria uma solução temporária, até que o Llama 5, próximo modelo proprietário da empresa, esteja pronto para competir de igual para igual.

IA já em uso dentro da empresa

Mesmo antes de fechar acordos formais, a Meta já utiliza modelos externos em ferramentas internas.

Funcionários, por exemplo, podem recorrer a modelos da Anthropic para auxiliar na escrita de código por meio de um assistente interno.

O que mostra que a empresa adota uma estratégia prática: usar o que já existe no mercado enquanto desenvolve suas próprias soluções.

O que está em jogo

Meta avalia usar modelos de inteligência artificial de empresas rivais como Google e OpenAI em seus aplicativos, enquanto desenvolve sua própria tecnologia.

A corrida pela liderança em inteligência artificial é uma das maiores disputas tecnológicas da atualidade.

Para a Meta, depender temporariamente de rivais como Google e OpenAI pode acelerar a entrega de recursos aos usuários, mas também reforça a pressão para que seu modelo Llama 5 seja competitivo.

A empresa já contratou nomes de peso, como o ex-CEO da Scale AI, Alexandr Wang, e o ex-CEO do GitHub, Nat Friedman, para liderar essa frente.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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