Chrome continua com o Google após decisão da Justiça dos EUA

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Tribunal rejeitou pedido para forçar a venda do Chrome.
  • Google poderá manter acordos de pré-instalação de sua busca, mas sem exclusividade.
  • Decisão é preliminar e o veredito final sai em 10 de setembro.

O navegador Chrome, usado por bilhões de pessoas no mundo, continuará sob o controle do Google.

Uma decisão preliminar da Justiça dos Estados Unidos rejeitou a proposta de obrigar a empresa a vender o navegador, que é considerado um dos pilares de sua posição dominante no mercado digital.

A medida faz parte de um processo antitruste que investiga se o Google abusa de seu poder para manter o monopólio nas buscas online.

O caso é acompanhado de perto porque o Chrome, junto com o Android, é visto como uma das principais portas de entrada para o ecossistema da empresa.

Por que o Chrome estava em risco

Em 2024, a Justiça norte-americana declarou o Google um monopólio no mercado de buscas. Como consequência, o Departamento de Justiça pediu medidas drásticas, incluindo a venda do Chrome.

A justificativa era que o navegador, por ser o mais usado no mundo, reforça a vantagem do Google ao manter sua busca como padrão.

O Google argumentou que a venda do Chrome prejudicaria a experiência dos usuários e fragmentaria a internet.

Em vez disso, a empresa propôs abrir mão de contratos de exclusividade com parceiros, permitindo que outros buscadores também possam ser oferecidos.

O que o Google pode continuar fazendo

Com a decisão, o Google poderá seguir pagando fabricantes de smartphones para que sua busca venha pré-instalada nos aparelhos.

A diferença é que agora esses contratos não poderão ser exclusivos. Isso significa que fabricantes terão liberdade para incluir outros buscadores, caso desejem.

O acordo com a Apple, que mantém o Google como buscador padrão no Safari, também foi preservado. Esse ponto é considerado estratégico, já que o Safari é o segundo navegador mais usado no mundo, atrás apenas do Chrome.

O que vem pela frente

Apesar da vitória parcial, a decisão ainda é preliminar. O julgamento final está marcado para 10 de setembro de 2025. Até lá, o Google segue sob pressão, já que o tribunal pode impor novas restrições.

Para especialistas, o fato de o Chrome permanecer com o Google mostra que a Justiça busca limitar o poder da empresa sem desmembrá-la.

Ainda assim, o caso é visto como um marco na regulação das big techs, com impacto direto no futuro da internet.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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