✨ Principais destaques:
- Tribunal rejeitou pedido para forçar a venda do Chrome.
- Google poderá manter acordos de pré-instalação de sua busca, mas sem exclusividade.
- Decisão é preliminar e o veredito final sai em 10 de setembro.
O navegador Chrome, usado por bilhões de pessoas no mundo, continuará sob o controle do Google.
Uma decisão preliminar da Justiça dos Estados Unidos rejeitou a proposta de obrigar a empresa a vender o navegador, que é considerado um dos pilares de sua posição dominante no mercado digital.
A medida faz parte de um processo antitruste que investiga se o Google abusa de seu poder para manter o monopólio nas buscas online.
O caso é acompanhado de perto porque o Chrome, junto com o Android, é visto como uma das principais portas de entrada para o ecossistema da empresa.
Por que o Chrome estava em risco
Em 2024, a Justiça norte-americana declarou o Google um monopólio no mercado de buscas. Como consequência, o Departamento de Justiça pediu medidas drásticas, incluindo a venda do Chrome.
A justificativa era que o navegador, por ser o mais usado no mundo, reforça a vantagem do Google ao manter sua busca como padrão.
O Google argumentou que a venda do Chrome prejudicaria a experiência dos usuários e fragmentaria a internet.
Em vez disso, a empresa propôs abrir mão de contratos de exclusividade com parceiros, permitindo que outros buscadores também possam ser oferecidos.
O que o Google pode continuar fazendo
Com a decisão, o Google poderá seguir pagando fabricantes de smartphones para que sua busca venha pré-instalada nos aparelhos.
A diferença é que agora esses contratos não poderão ser exclusivos. Isso significa que fabricantes terão liberdade para incluir outros buscadores, caso desejem.
O acordo com a Apple, que mantém o Google como buscador padrão no Safari, também foi preservado. Esse ponto é considerado estratégico, já que o Safari é o segundo navegador mais usado no mundo, atrás apenas do Chrome.
O que vem pela frente
Apesar da vitória parcial, a decisão ainda é preliminar. O julgamento final está marcado para 10 de setembro de 2025. Até lá, o Google segue sob pressão, já que o tribunal pode impor novas restrições.
Para especialistas, o fato de o Chrome permanecer com o Google mostra que a Justiça busca limitar o poder da empresa sem desmembrá-la.
Ainda assim, o caso é visto como um marco na regulação das big techs, com impacto direto no futuro da internet.
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