Apple fecha acordo com o Google para turbinar a Siri com inteligência artificial do Gemini

Renê Fraga
3 min de leitura

✨ Principais destaques:

  • Apple vai usar a IA Gemini do Google para transformar a Siri em um buscador mais inteligente
  • Nova função chamada World Knowledge Answers trará respostas completas com texto, imagens, vídeos e mapas
  • Lançamento previsto para março de 2026, junto com o iOS 26.4 e o iPhone 17

A Apple surpreendeu o mercado ao anunciar uma parceria com o Google para dar um salto na evolução da Siri.

A assistente de voz, que há anos é criticada por sua limitação frente a concorrentes como ChatGPT e Perplexity, passará a contar com a tecnologia Gemini, modelo de inteligência artificial desenvolvido pelo Google.

A novidade deve chegar ao público em março de 2026, junto com a atualização iOS 26.4 e o lançamento do iPhone 17.

O que muda na Siri

A grande aposta da Apple é a função chamada World Knowledge Answers.

Com ela, a Siri deixará de oferecer respostas curtas e limitadas e passará a entregar resumos completos, combinando texto, fotos, vídeos e até dados de localização.

A ideia é que a experiência seja mais próxima do que já se encontra em ferramentas como ChatGPT e Perplexity, mas integrada diretamente ao iPhone.

Como funciona a parceria

O acordo prevê que a Apple use os modelos Gemini para buscas na web e geração de resumos, mas mantendo o processamento de dados pessoais no próprio aparelho.

O que significa que informações privadas, como fotos, mensagens e e-mails, continuarão protegidas dentro do ecossistema Apple.

Além disso, a empresa também está testando o modelo Claude, da Anthropic, para funções de planejamento de tarefas dentro da Siri.

Por que isso importa agora

O momento é estratégico. A Apple enfrenta pressão de investidores e usuários que veem a Siri ficando para trás em relação a assistentes baseados em IA.

Enquanto isso, o Google busca novas formas de manter sua presença no iOS, já que enfrenta processos antitruste que podem afetar seu contrato bilionário para ser o buscador padrão do Safari.

Para os consumidores, a promessa é finalmente ter uma Siri capaz de entender contexto, resumir informações complexas e executar tarefas em múltiplos passos.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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