Estar no topo do Google não garante aparecer no ChatGPT, revela estudo

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Empresas bem posicionadas no Google nem sempre são lembradas pelo ChatGPT.
  • A pesquisa mostra que SEO tradicional não se traduz automaticamente em visibilidade em ferramentas de IA.
  • Surge um novo campo de disputa chamado GEO, que exige estratégias próprias.

Nos últimos vinte anos, temos acompanhado como o Google moldou a forma como buscamos informações online.

Agora, com a ascensão da inteligência artificial generativa, especialmente o ChatGPT, surge uma nova dúvida: será que ter sucesso no Google garante aparecer nas respostas da IA?

Um estudo feito pela empresa Chatoptic analisou 15 marcas em cinco setores diferentes e encontrou um resultado surpreendente: a correlação entre ranqueamento no Google e visibilidade no ChatGPT é quase inexistente.

SEO não é suficiente para entrar no radar da IA

O levantamento mostrou que marcas que ocupam a primeira página do Google só foram citadas no ChatGPT em 62% dos casos.

Ou seja, aparecer no motor de busca mais famoso do mundo não significa estar presente nas respostas da IA. A relação matemática entre os dois cenários foi mínima, um índice de correlação de apenas 0,034.

Mesmo quando a função de navegação do ChatGPT foi ativada, o alinhamento com os resultados do Google subiu apenas um ponto percentual.

Nem todos os setores são impactados da mesma forma

A pesquisa verificou que alguns segmentos têm mais proximidade entre Google e ChatGPT do que outros.

Plataformas de cursos online, por exemplo, mostraram uma taxa de coincidência maior (65%). Já serviços de reserva de hotéis tiveram o menor nível de alinhamento (58%).

Entre as marcas estudadas, Coursera e GoDaddy chegaram a mais de 80% de presença tanto no Google quanto no ChatGPT, enquanto Hostinger e edX ficaram abaixo de 50%.

GEO: o novo campo de disputa digital

O chamado GEO, ou Generative Engine Optimization, começa a ganhar corpo como uma disciplina própria.

Ele representa o desafio de entender como as IAs, como o ChatGPT, escolhem quais informações destacar em suas respostas.

Diferentemente do SEO, que há décadas organiza estratégias para conquistar posições no Google, o GEO exige novas práticas.

O recado do estudo é claro: vencer no Google não é garantia de destaque no universo da inteligência artificial.

Para quem acompanha desde cedo a evolução do Google e suas mudanças de algoritmo, essa nova fase lembra o início incerto do SEO.

Agora, a corrida é descobrir como aparecer também nos motores de resposta baseados em IA.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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