Tables: Google encerra ferramenta que rivalizava com Airtable

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques

  • O Tables, ferramenta criada para competir com Airtable e Trello, será desativado.
  • Usuários devem migrar dados para Google Sheets ou para o AppSheet.
  • A decisão mostra a estratégia do Google de reduzir sobreposição e consolidar seus produtos de produtividade.

O que foi o Google Tables e por que está fechando

O Tables nasceu em 2020 como um experimento no Area 120, incubadora de projetos do Google.

A proposta era simples: unir a familiaridade de uma planilha com recursos de banco de dados, automações e integrações.

Ele conquistou espaço como opção intermediária para equipes que precisavam de algo mais poderoso que o Google Sheets, mas menos complexo que aplicativos dedicados.

A decisão de encerrá-lo, no entanto, segue um padrão já conhecido: o Google aposta na consolidação.

Assim, a companhia passa a priorizar dois pilares claros: o Sheets para planilhas colaborativas e o AppSheet para criação de aplicativos sem código e automação de fluxos de trabalho.

Em vez de manter uma ferramenta independente, o Google planeja levar os principais recursos do Tables para dentro do AppSheet.


E agora, o que acontece com os dados do Tables

Os usuários têm dois caminhos. O mais simples é exportar tudo para o Google Sheets, onde ainda é possível criar filtros, validações e notificações.

Já para casos com mais estrutura, como relações entre colunas, fluxos de aprovação e automações, a recomendação é migrar para o AppSheet.

O AppSheet transforma dados em aplicativos personalizados, com controles de acesso, bots e interfaces otimizadas para celulares.

Por exemplo, uma equipe que usava o Tables para gerenciar chamados pode recriar esse fluxo no AppSheet, com direito a formulários, níveis de permissão e trilhas de auditoria.

Essa transição, no entanto, exige atenção. Algumas fórmulas e automações específicas precisarão ser recriadas e integrações externas revisadas.

O Google sugere testes em ambientes de cópia antes da migração definitiva para evitar falhas em operações críticas.


O impacto no mercado e para os usuários do Workspace

O fim do Tables também lança luz sobre o cenário competitivo. O Airtable continua sendo o principal nome no segmento de planilha-banco de dados, enquanto Microsoft, Notion, Coda e outros disputam atenção com soluções híbridas e flexíveis.

Nesse contexto, a escolha do Google parece clara: oferecer menos ferramentas isoladas e mais integração entre serviços existentes.

Para empresas que já usam o Google Workspace, a divisão de caminhos é evidente. Casos simples, como listas e calendários de planejamento, cabem melhor no Sheets.

Já processos complexos, como inventários ou operações de campo, podem migrar para o AppSheet, que oferece maior segurança e governança.

No fundo, a mensagem é pragmática: o Tables deixa de existir como produto, mas suas ideias seguem vivas em serviços mais estáveis dentro do ecossistema do Google.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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