Gemini agora identifica imagens feitas por IA, mas só se forem do próprio Google

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • O Google expandiu o uso do SynthID Detector, tecnologia que identifica imagens criadas por sua IA.
  • Agora é possível perguntar ao Gemini se uma imagem foi gerada por inteligência artificial.
  • A ferramenta só reconhece conteúdo feito com a própria IA do Google — outras fontes ficam de fora.

O que é o SynthID e por que ele importa

O Google anunciou que o SynthID Detector deixará de ser uma ferramenta restrita e passará a estar disponível ao público.

O recurso foi criado em 2023 com o objetivo de ajudar na identificação de conteúdos produzidos por inteligência artificial. Ele funciona de forma “invisível”: o sistema insere uma marca d’água digital imperceptível aos olhos humanos, mas detectável por algoritmos.

A novidade chega em meio à crescente preocupação com deepfakes e imagens sintéticas nas redes sociais. Esses conteúdos, muitas vezes difíceis de distinguir de fotos reais, levantam questões sobre desinformação e credibilidade visual.

Ao liberar o detector, o Google tenta oferecer uma forma de conferir a autenticidade do que circula online, ao menos dentro do seu próprio ecossistema de IA.


Como funciona a checagem no Gemini

Quem quiser testar o novo recurso poderá fazer isso diretamente no Gemini, o chatbot da empresa. Basta enviar uma imagem e perguntar se ela foi criada por inteligência artificial.

O Gemini usa o SynthID Detector para analisar se há a marca d’água digital que indica origem em algum dos sistemas de criação de imagem do Google.

Mas aqui está o problema: o detector só reconhece marcas d’água aplicadas pelos modelos de IA do próprio Google.

Ou seja, se a imagem tiver sido feita em outro gerador, como os da OpenAI, Midjourney ou Stability, o Gemini não conseguirá confirmar se ela foi criada artificialmente.


Limitações e próximos passos

Por enquanto, a verificação é limitada apenas a imagens estáticas. O Google diz que pretende ampliar a tecnologia para vídeos e áudios no futuro.

Apesar dessa limitação, a iniciativa já representa um avanço em um cenário onde os conteúdos gerados por IA se multiplicam mais rápido do que as ferramentas de verificação conseguem acompanhar.

A recomendação, segundo especialistas e o próprio Google, é continuar marcando de forma transparente os conteúdos feitos com IA.

Nenhuma ferramenta de detecção é perfeita, e a educação digital dos usuários ainda é o melhor antídoto contra a desinformação visual.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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