Google dá sobrevida ao Assistente até março de 2026 enquanto aposta tudo no Gemini

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Desligamento do Google Assistente em celulares é adiado para março de 2026.
  • Google acelera a integração do Gemini, sua nova IA conversacional, em todo o ecossistema.
  • Mudanças já aparecem nas configurações do Android e no Android Auto.

Transição mais lenta do que o planejado

O Google decidiu prorrogar a vida útil do Google Assistente nos dispositivos móveis. A empresa atualizou sua documentação e confirmou que o encerramento, antes previsto para o final de 2025, agora acontecerá em março de 2026.

O motivo oficial não foi divulgado, mas o mercado aponta para dificuldades técnicas na migração de bilhões de aparelhos e na busca por equivalência de recursos entre o Assistente e seu sucessor, o Gemini.

Essa extensão dá alguns meses extras para os usuários e desenvolvedores se adaptarem ao novo ambiente.

Enquanto o Gemini já começa a dominar o ecossistema da empresa, o Google trabalha para que a substituição ocorra de forma mais suave, sem grandes perdas de funcionalidade no cotidiano dos usuários.


Rebranding em andamento: o sumiço do nome “Assistente”

Nas versões mais recentes do aplicativo Google, a transição já é visível. A tradicional página de configurações “Hey Google e Voice Match” está sendo renomeada para “Conversar com o Gemini sem usar as mãos”.

O novo visual traz animações e cores associadas à marca Gemini, indicando um esforço do Google em eliminar a identidade anterior de forma gradual.

Em alguns aparelhos, essa nova interface já aparece ativa, enquanto outros ainda exibem o design antigo.

Além disso, há uma nova opção “Gerenciar Voice Match”, que oferece configuração de reconhecimento de voz em mais de um idioma, um indício de que o Google quer manter a flexibilidade do antigo Assistente.


Gemini ganha espaço em carros, casas e celulares

A expansão do Gemini tem ocorrido rapidamente.

Em novembro, o Gemini 3, modelo mais avançado de IA da empresa, foi lançado com desempenho superior em testes de raciocínio. Ele já está integrado ao Google Search, ao app Gemini e às ferramentas de desenvolvedores.

Poucos dias depois, o Google iniciou a substituição do Assistente pelo Gemini no Android Auto, levando o novo sistema a mais de 250 milhões de veículos no mundo.

O objetivo é oferecer um assistente capaz de lidar com pedidos mais complexos e entender melhor o contexto das conversas.

O Gemini também chegou aos dispositivos domésticos inteligentes da marca, embora com resultados mistos.

Usuários relatam que, apesar da evolução em conversas e naturalidade, o sistema ainda apresenta bugs e falhas em tarefas simples, como controle de luzes ou listas de compras.

Mesmo com a mudança sólida em curso, o Google manterá o suporte ao Assistente em versões antigas do Android com hardware limitado.

O encerramento anunciado em março de 2026 se aplica principalmente a smartphones mais modernos. Ainda não está claro se o Assistente continuará disponível em outras plataformas depois dessa data.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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