Google quer desafiar a Nvidia: possível acordo bilionário com a Meta pode mudar o rumo dos chips de IA

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Google negocia fornecer chips personalizados de inteligência artificial (TPUs) para a Meta a partir de 2027.
  • Acordo pode representar bilhões de dólares e ampliar a presença do Google fora da nuvem.
  • Movimento coloca o Google em rota direta de competição com a Nvidia, líder no setor de chips de IA.

Uma nova fase na estratégia de chips do Google

O Google, por meio de sua controladora Alphabet, está em negociações avançadas com a Meta Platforms, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, para um acordo de fornecimento de chips de inteligência artificial (IA) avaliado em bilhões de dólares.

Segundo o site The Information, a Meta começaria a usar as chamadas TPUs (unidades de processamento tensor desenvolvidas pelo Google) em seus próprios data centers a partir de 2027.

Essa parceria marcaria uma virada importante. Até agora, o Google mantinha suas TPUs restritas aos serviços de computação em nuvem disponíveis pelo Google Cloud.

Com o novo modelo, a empresa passa a oferecer o hardware diretamente, indicando uma mudança de posicionamento no mercado de infraestrutura de IA.

Reação imediata no mercado financeiro

A notícia movimentou o mercado. Após o anúncio, as ações da Alphabet — controladora do Google — subiram entre 2,1% e 2,5% nas negociações após o fechamento de segunda-feira, enquanto os papéis da Nvidia caíram cerca de 1,8%.

O momento é estratégico para o Google, que recentemente apresentou o Gemini 3, seu novo modelo de IA, recebido com entusiasmo por investidores e analistas.

Para o Google Cloud, a meta é clara: conquistar uma fatia relevante do mercado que hoje pertence quase inteiramente à Nvidia.

Estimativas internas apontam que a empresa pode capturar até 10% da receita anual da rival se as TPUs forem amplamente adotadas.

Corrida por poder computacional

O potencial acordo com a Meta também reforça o investimento de longo prazo do Google em desenvolver chips próprios.

Em 2025, o Google apresentou o Ironwood, sua TPU de sétima geração, com desempenho quatro vezes superior ao modelo anterior e quase 30 vezes mais eficiente em energia do que a versão lançada em 2018.

Além da Meta, outras empresas de destaque já fecharam acordos com o Google. A startup Anthropic, uma das maiores em IA generativa, assinou contrato para acessar até um milhão de TPUs, em um negócio de dezenas de bilhões de dólares.

A parceria é considerada estratégica, e a Broadcom, que fabrica os chips em conjunto com o Google, viu suas ações subirem 10% após a notícia.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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