Reescrever textos de IA não basta: Google orienta sites a repensarem sua estratégia

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • John Mueller, do Google, afirmou que simplesmente reescrever conteúdo gerado por IA não melhora o ranqueamento.
  • O problema está na falta de valor e propósito do site, não apenas na forma do texto.
  • Em alguns casos, pode ser melhor começar um novo projeto do zero.

O debate sobre conteúdo criado por inteligência artificial voltou ao centro das atenções após uma resposta de John Mueller, porta-voz do Google, em uma discussão recente no Reddit.

Um usuário perguntou se seu site, que havia sido construído com textos de baixa qualidade gerados por IA, poderia se recuperar caso todo o conteúdo fosse reescrito manualmente.

A resposta de Mueller foi direta: reescrever textos de IA por humanos, sem uma mudança de propósito e valor, não trará uma recuperação automática.

O cerne da questão: autenticidade e valor

Segundo Mueller, o ponto central não é o fato de o conteúdo ter sido criado por uma IA, mas sim o valor real que ele oferece ao público. Em suas palavras, apenas reescrever não torna o material autêntico.

Para o Google, o que mais importa é o impacto e a utilidade do site dentro do ecossistema da web. Ou seja, qualidade é mais do que evitar o uso de ferramentas automáticas, trata-se de oferecer algo único e relevante.

Quando começar do zero é a melhor alternativa

Mueller explicou que, em casos de sites construídos com base em conteúdo de baixa qualidade, pode ser mais eficaz encarar o processo como um recomeço.

“Considere o que realmente quer fazer com o site”, disse ele, reforçando que limpar e ajustar páginas antigas pode ser mais difícil do que recomeçar com um novo domínio.

Essa abordagem permitiria criar uma base sólida, com propósito claro e conteúdo de valor genuíno.

O histórico do domínio ainda importa

Embora o Google não penalize automaticamente domínios com conteúdo ruim no passado, Mueller destacou que o histórico pode dificultar o processo de indexação e confiança.

Alterar o idioma principal (como de inglês para português) não é um problema se o novo conteúdo for consistente e de qualidade.

No entanto, recuperar um domínio marcado por más práticas anteriores tende a levar mais tempo do que iniciar um projeto novo e bem estruturado.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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