Google revela falha de segurança no Windows 11 ainda não corrigida totalmente

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Pesquisadores do Project Zero, do Google, tornaram pública uma vulnerabilidade de elevação de privilégio no Windows 11.
  • A falha está ligada a um novo recurso de proteção administrativa ainda em desenvolvimento e disponível apenas em versões de teste.
  • A Microsoft lançou uma correção, mas especialistas afirmam que o problema não foi totalmente resolvido.

O time de segurança do Google divulgou detalhes de uma vulnerabilidade encontrada no Windows 11 após concluir que a correção aplicada pela Microsoft não eliminou completamente o risco. O problema foi identificado em versões de teste do sistema distribuídas para participantes do programa Insider e envolve um cenário de elevação indevida de privilégios.

Falha afeta novo recurso de proteção administrativa

De acordo com o pesquisador James Forshaw, a vulnerabilidade está relacionada ao recurso chamado Administrator Protection, que ainda está em desenvolvimento. A proposta dessa função é permitir que permissões administrativas sejam concedidas apenas quando necessário, usando autenticação biométrica ou PIN por meio do Windows Hello.

Durante a análise, Forshaw constatou que um processo com poucos privilégios pode interferir na interface de solicitação de acesso e acabar obtendo permissões de administrador, algo que contraria o objetivo central do recurso.

Microsoft foi avisada, mas correção é considerada incompleta

A Microsoft foi informada de forma privada sobre a falha em agosto. Em novembro, a empresa lançou uma atualização e registrou o problema sob o identificador CVE-2025-60718. Mesmo assim, segundo o pesquisador do Project Zero, a correção não impede totalmente o cenário de exploração identificado nos testes.

Sem um retorno adicional da Microsoft após a atualização, o Google optou por divulgar publicamente os detalhes técnicos da vulnerabilidade, seguindo sua política de transparência em segurança.

Risco é limitado e exige acesso local

Apesar da divulgação, o problema não é classificado como crítico. Para que a falha seja explorada, é necessário acesso físico ou local ao dispositivo. Além disso, o recurso Administrator Protection só está disponível em compilações específicas do Windows 11 para testadores e precisa ser ativado manualmente.

Mesmo com impacto restrito, o caso chama atenção para os desafios de segurança em recursos ainda em desenvolvimento e reforça a importância de testes rigorosos antes do lançamento definitivo para o público geral.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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