Principais destaques
- Google e SpaceX apostam em centros de dados orbitais para enfrentar o alto consumo de energia da inteligência artificial.
- A ideia é usar energia solar quase contínua no espaço e escapar das limitações de terra, água e eletricidade na Terra.
- Custos de lançamento, resfriamento de chips e detritos espaciais ainda são grandes desafios para o modelo se tornar viável.
A corrida pela inteligência artificial está empurrando gigantes da tecnologia para fora do planeta.
Empresas como Google e SpaceX estão explorando uma ideia que até pouco tempo parecia ficção científica: instalar centros de dados de IA em órbita da Terra.
O objetivo é claro: garantir energia abundante para treinar modelos cada vez maiores sem sobrecarregar a infraestrutura terrestre.
Projeto do Google testa IA movida a energia solar no espaço
Em novembro, o Google revelou o Project Suncatcher, iniciativa que prevê o lançamento de dois satélites protótipo no início de 2027.
Eles servirão para testar hardware de inteligência artificial alimentado por energia solar contínua, algo praticamente impossível de obter na superfície do planeta.
O CEO Sundar Pichai afirmou que a construção de centros de dados fora da Terra pode se tornar algo comum dentro de uma década. A aposta é que o espaço ofereça uma alternativa mais limpa e escalável para sustentar o crescimento da IA.
SpaceX e startups veem data centers orbitais como negócio
A SpaceX também deixou claro que está de olho nesse mercado. Em dezembro, a empresa confirmou que avalia uma oferta pública inicial em 2026, com potencial de levantar mais de US$ 30 bilhões. Parte desse capital seria direcionada à criação de infraestrutura de computação em órbita.
Para Elon Musk, centros de dados espaciais podem se tornar a forma mais barata de treinar inteligência artificial em poucos anos. Startups como a Starcloud já deram os primeiros passos ao treinar um modelo de IA em um satélite, mostrando que a ideia é tecnicamente possível.
Pressão energética e obstáculos técnicos no caminho
O interesse pelo espaço cresce à medida que os data centers terrestres enfrentam limites cada vez mais claros.
Empresas como OpenAI e Microsoft planejam investir trilhões de dólares em infraestrutura de computação nos próximos anos, o que pressiona redes elétricas e recursos hídricos.
No espaço, a promessa é de energia solar quase constante e ausência de disputas por terra. Ainda assim, há entraves importantes. O custo de lançamento precisa cair drasticamente para tornar o modelo econômico.
Além disso, resfriar chips no vácuo, proteger equipamentos contra radiação e lidar com o aumento de detritos orbitais são desafios que ainda preocupam especialistas.
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