Principais destaques
- O Google Gemini evoluiu bastante em 2025, mas ainda carece de recursos básicos que facilitam o uso diário.
- A ausência de um app nativo para macOS e de projetos organizados cria atritos para quem trabalha com múltiplas tarefas.
- O ChatGPT segue à frente em integrações com apps e na experiência de voz.
O uso de ferramentas de inteligência artificial virou parte da rotina de produtividade em 2025.
Entre as opções mais populares, Google Gemini e ChatGPT disputam espaço como assistentes pessoais para trabalho, estudo e criação.
O Google acelerou o ritmo de atualizações do Gemini, especialmente no fim do ano, mas algumas escolhas ainda deixam a experiência aquém do rival em pontos essenciais.
Apesar dos avanços, o Gemini ainda perde em usabilidade quando comparado ao ChatGPT, que consolidou recursos práticos pensados para quem passa horas por dia interagindo com IA.
A falta de um app nativo para Mac e Windows pesa no uso diário
Um dos maiores diferenciais do ChatGPT é o aplicativo nativo para macOS e Windows.
Ele elimina a dependência do navegador e torna o acesso praticamente imediato. Além disso, permite que a IA entenda o contexto do que está aberto em aplicativos como Notas, editores de texto e até ambientes de desenvolvimento.
No caso do Gemini, tudo ainda fica restrito ao navegador. Isso obriga o usuário a alternar abas e copiar conteúdos manualmente, o que quebra o fluxo de trabalho.
O próprio Google já reconheceu essa limitação e trabalha em um app nativo para macOS, mas, até lá, o rival segue em vantagem.
Integração com apps ainda é limitada no Gemini
O Gemini até se conecta a aplicativos de terceiros, mas o foco está muito mais no uso móvel e em serviços básicos de mídia, agenda e notas.
Na prática, essas integrações ajudam pouco quando o objetivo é ganhar tempo ou automatizar tarefas mais complexas.
Já o ChatGPT oferece uma loja dedicada de aplicativos, com integrações que vão de design e música a planejamento de viagens.
Essa variedade amplia o potencial da IA como central de produtividade, algo que o Gemini ainda não conseguiu entregar no mesmo nível.
Projetos e organização fazem falta no ecossistema do Google
Outro ponto sensível é a organização das conversas. No ChatGPT, a função de Projetos permite agrupar chats, arquivos e imagens relacionados a um mesmo tema, facilitando a retomada de trabalhos antigos sem precisar reexplicar tudo do zero.
O Gemini funciona apenas com conversas soltas. Mesmo com busca e fixação de chats, retomar um projeto após alguns meses pode virar um desafio. O Google já sinalizou que estuda algo parecido com Projetos, o que pode corrigir essa lacuna em breve.
Voz ainda é um terreno onde o Gemini fica atrás
O modo de conversação por voz também revela diferenças claras. O ChatGPT oferece uma experiência mais completa, com transcrição em tempo real e memória de interações anteriores. No Gemini Live, não há histórico contextual nem transcrição contínua durante a fala, apenas legendas básicas.
O ponto positivo do Gemini Live é a integração com serviços do próprio Google, como Keep e Calendar, o que ajuda a salvar ideias após uma conversa longa. Ainda assim, a experiência geral soa incompleta.
Um futuro promissor, mas com ajustes necessários
O Google mostrou em 2025 que consegue evoluir o Gemini rapidamente.
No entanto, para competir de igual para igual com o ChatGPT, precisa resolver questões fundamentais de organização, integração profunda com apps e experiência multiplataforma.
Pelo ritmo recente de atualizações, a sensação é que essas melhorias não são uma questão de “se”, mas de “quando”.
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