Principais destaques
- A Alphabet alcançou US$ 4 trilhões em valor de mercado, impulsionada por apostas certeiras em inteligência artificial.
- Parcerias estratégicas com Apple e Samsung reforçam a escala do Google na IA para consumidores.
- O crescimento acelerado do Google Cloud e a evolução dos modelos Gemini mudaram o humor de investidores em Wall Street.
A Alphabet se tornou, nesta segunda-feira, a quarta empresa da história a atingir uma avaliação de mercado de US$ 4 trilhões.
O feito coloca a controladora do Google em um grupo seleto ao lado de Nvidia, Microsoft e da própria Apple, refletindo a confiança crescente dos investidores no protagonismo da empresa em inteligência artificial.
As ações subiram até 1,7%, chegando a US$ 334,04, após a revelação de que a Apple escolheu os modelos Gemini para sustentar a próxima geração da Siri.
Com isso, a Alphabet ultrapassou a Apple e voltou a ocupar a posição de segunda companhia mais valiosa de Wall Street, algo que não acontecia desde 2019.
A virada de percepção sobre a inteligência artificial
O marco de US$ 4 trilhões simboliza uma reviravolta clara no sentimento do mercado. Em 2025, os papéis da Alphabet avançaram cerca de 65%, desempenho superior ao de outras gigantes do grupo conhecido como Sete Magníficos.
Em 2026, o movimento de alta já continuou, com ganho adicional de aproximadamente 6%.
Grande parte dessa mudança vem da consolidação da nuvem como motor de crescimento. O Google Cloud registrou alta de 34% na receita do terceiro trimestre, enquanto contratos ainda não reconhecidos somaram US$ 155 bilhões.
Para analistas, esses números dissiparam o temor de que a empresa estivesse ficando para trás na corrida da IA.
Gemini ganha protagonismo e pressiona rivais
O lançamento do Gemini 3, em novembro, reforçou a posição da Alphabet no centro da inovação. O modelo alcançou pontuações recordes em benchmarks e recebeu avaliações positivas, aumentando a pressão sobre a OpenAI, especialmente após a recepção mais fria do GPT-5 por parte de alguns usuários.
Esse avanço tecnológico levou casas de análise a revisarem suas projeções. A Cantor Fitzgerald elevou a recomendação das ações da Alphabet em janeiro, chamando a empresa de “rainha de todas as negociações de IA” e fixando preço-alvo de US$ 370.
O destaque foi a atuação integrada do Google em toda a cadeia de valor, do hardware proprietário aos aplicativos finais.
Parcerias e respaldo institucional reforçam o cenário
Além do acordo com a Apple, a Samsung anunciou planos de dobrar para 800 milhões o número de dispositivos móveis equipados com Gemini até 2026. A ampliação de escala fortalece o Google na disputa pela IA voltada ao consumidor.
Outros movimentos estratégicos também chamaram atenção. A Meta Platforms avalia investir bilhões em chips TPU da Alphabet para seus data centers a partir de 2027. Já a Berkshire Hathaway, comandada por Warren Buffett, revelou uma participação de US$ 4,3 bilhões na empresa, um gesto raro de confiança no setor de tecnologia.
Para completar o cenário positivo, uma decisão antitruste em setembro de 2025 afastou o risco de a Alphabet ser obrigada a se desfazer do Chrome ou do Android, preservando seus principais ativos de distribuição.
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