Principais destaques:
- O Google, por meio da Alphabet, vai desenvolver e fabricar modelos premium do Pixel no Vietnã.
- A mudança reduz a dependência da China e fortalece a diversificação da cadeia global de suprimentos.
- O país asiático deixa de ser apenas um local de montagem e passa a atuar em todo o ciclo de vida dos smartphones.
O Google deu mais um passo importante na reorganização de sua produção global.
A empresa vai iniciar ainda este ano o desenvolvimento e a fabricação de smartphones Pixel premium no Vietnã, ampliando de forma significativa o papel do país na estratégia da marca.
A informação foi divulgada pelo Nikkei Asia e reforça uma tendência clara entre gigantes da tecnologia dos Estados Unidos.
Um novo papel para o Vietnã na linha Pixel
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o Google pretende levar para o Vietnã as chamadas NPI, sigla para introduções de novos produtos, envolvendo os modelos Pixel, Pixel Pro e Pixel Fold. Esses processos incluem etapas iniciais de desenvolvimento, testes e preparação para produção em escala.
Por enquanto, a linha mais acessível Pixel A continuará sendo produzida na China. Ainda assim, a decisão marca uma mudança relevante: o Vietnã deixa de ser apenas um ponto de montagem e passa a participar de fases estratégicas do desenvolvimento dos aparelhos.
Diversificação para reduzir riscos globais
O movimento do Google segue uma lógica cada vez mais comum no setor de tecnologia.
Com tensões comerciais, tarifas elevadas e incertezas geopolíticas, empresas buscam reduzir a dependência da China. No caso do Google, essa transição começou em 2023, quando a empresa passou a fabricar Pixels no Vietnã por meio de parceiros como Foxconn e Compal.
No ano passado, quase metade dos modelos premium da linha Pixel já havia sido produzida no país. Agora, com o desenvolvimento local, o compromisso se torna ainda mais profundo.
Estratégia semelhante à de outras gigantes
A iniciativa lembra a estratégia da Apple, que vem expandindo rapidamente a produção de iPhones na Índia. O objetivo dessas empresas é criar cadeias de suprimento mais flexíveis e menos vulneráveis a tarifas e disputas comerciais.
O Vietnã, por sua vez, já se consolidou como um importante centro de eletrônicos, abrigando operações de empresas como a Samsung, que fabrica grande parte de seus smartphones no país. Custos de mão de obra competitivos, incentivos governamentais e melhorias na infraestrutura ajudam a explicar essa ascensão.
Apesar de ainda depender de componentes chineses, o Vietnã avança rapidamente e se posiciona como uma alternativa cada vez mais relevante para a indústria global de tecnologia, agora também no coração da estratégia do Google para seus smartphones premium.
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