Principais destaques:
- Elon Musk classificou a parceria de IA entre Apple e Google como uma concentração irracional de poder.
- O acordo prevê o uso dos modelos Gemini como base do Apple Intelligence e de uma nova Siri.
- A crítica ocorre em meio a disputas diretas entre a xAI, de Musk, e os grandes players de IA.
Elon Musk voltou ao centro do debate sobre inteligência artificial ao atacar publicamente o novo acordo firmado entre Apple e Google.
Poucas horas após o anúncio oficial da parceria, o empresário afirmou que a colaboração representa uma tentativa irracional de concentrar ainda mais poder nas mãos do Google, que já controla plataformas como Android e Chrome.
A declaração foi feita em uma publicação na rede social X e reflete também o posicionamento de Musk como CEO da xAI, empresa responsável pelo Grok, concorrente direto do Gemini.
Para Musk, a união de duas gigantes com forte presença em hardware, software e dados amplia desequilíbrios em um mercado já altamente concentrado.
Como funciona o acordo entre Apple e Google
A parceria anunciada prevê que a próxima geração dos Apple Foundation Models seja construída sobre os modelos Gemini, utilizando também a infraestrutura de nuvem do Google.
Essa base tecnológica vai sustentar os novos recursos do Apple Intelligence, incluindo uma versão mais personalizada da Siri, prevista para chegar ainda este ano junto ao iOS 26.4.
Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram que, após avaliações internas, a tecnologia do Google se mostrou a mais capaz para atender às ambições da Apple em IA.
A Apple também reforçou que continuará priorizando seus padrões de privacidade, com processamento feito nos dispositivos e no sistema Private Cloud Compute.
Rivalidades e conflitos no mercado de IA
A reação de Musk não acontece no vácuo. Nos últimos anos, ele tem protagonizado embates frequentes com a Apple e com parceiros estratégicos da empresa.
Em 2025, a xAI chegou a mover uma ação antitruste contra a Apple e a OpenAI, alegando práticas que prejudicariam a concorrência no mercado de chatbots e favoreceriam soluções como o ChatGPT.
O novo acordo também é visto como um golpe indireto na OpenAI, que havia fechado parceria com a Apple em 2024. Antes de optar pelo Google, a Apple teria testado tecnologias de outros concorrentes, incluindo a Anthropic, segundo reportagens da Bloomberg.
Um cenário cada vez mais concentrado
A aliança entre Apple e Google surge em um momento delicado para o setor. O Gemini vem ganhando força após o lançamento de versões recentes elogiadas por especialistas, enquanto o Grok cresce em participação de mercado, ainda que distante dos líderes.
Ao mesmo tempo, decisões regulatórias recentes nos Estados Unidos têm permitido que o Google mantenha acordos bilionários com a Apple, abrindo espaço para parcerias ainda mais profundas em IA.
Nesse contexto, a crítica de Musk ecoa preocupações maiores sobre competição, inovação e poder de mercado. Mesmo sem respostas públicas imediatas da Apple ou do Google, o episódio reforça que a corrida pela liderança em inteligência artificial está cada vez mais intensa e politizada.
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