Principais destaques:
- Google afirma que suas ferramentas de compras com IA não permitem aumento de preços em relação aos sites dos varejistas.
- Críticas de entidades de defesa do consumidor e de parlamentares dos EUA ganharam força após anúncio feito em Nova York.
- Empresa diz que o novo protocolo apenas automatiza compras e mantém políticas rígidas contra discrepâncias de valores.
O Google entrou no centro de um debate público nesta semana após ser acusado de criar uma infraestrutura que poderia facilitar aumentos abusivos de preços no comércio digital por meio de inteligência artificial.
A empresa nega as alegações e afirma que suas regras impedem qualquer prática desse tipo.
A polêmica começou depois de Sundar Pichai, CEO do Google, apresentar o Protocolo Universal de Comércio durante a conferência da National Retail Federation, em Nova York. No evento, o executivo destacou que agentes de IA devem se tornar parte central da experiência de compras no futuro próximo.
O que motivou as acusações
As críticas surgiram logo após o anúncio do novo protocolo, desenvolvido em parceria com empresas como Shopify, Etsy, Wayfair, Target e Walmart. A tecnologia permite que agentes de IA realizem compras diretamente no Modo IA da Busca do Google e no aplicativo Gemini.
Para defensores do consumidor, a preocupação está no uso de dados para personalizar ofertas. A diretora da Groundwork Collaborative, Lindsay Owens, afirmou que o modelo poderia abrir caminho para uma forma extrema de personalização de preços.
A crítica ganhou ainda mais visibilidade quando a senadora Elizabeth Warren declarou que o Google estaria usando grandes volumes de dados para induzir consumidores a gastar mais.
A resposta oficial do Google
Diante da repercussão, o Google respondeu publicamente pelas redes sociais. A empresa classificou as acusações como imprecisas e reforçou que proíbe comerciantes de exibirem preços mais altos em suas plataformas do que aqueles praticados em seus próprios sites.
Segundo o Google, o chamado upselling citado pelos críticos é apenas a apresentação de opções adicionais ou versões premium, algo comum no varejo online.
A companhia também explicou que programas experimentais, como o Direct Offers, servem apenas para oferecer descontos ou benefícios extras, como frete grátis, e não para elevar valores.
Em uma atitude pouco comum, o Google chegou a responder diretamente a uma publicação da senadora Elizabeth Warren, convidando-a a revisar os esclarecimentos fornecidos pela empresa.
Como funciona o Protocolo Universal de Comércio
Na prática, o Protocolo Universal de Comércio define padrões técnicos para que agentes de IA encontrem produtos, organizem o checkout e concluam transações em lojas online. Os varejistas continuam sendo os vendedores oficiais, enquanto o Google atua como intermediário tecnológico.
A documentação técnica menciona termos como precificação dinâmica, o que alimentou parte das críticas. Ainda assim, o Google afirma que mantém sistemas de fiscalização automática para garantir que não haja divergência entre os preços exibidos em suas plataformas e nos sites dos lojistas.
Especialistas em defesa do consumidor reconhecem que há diferença entre os recursos disponíveis agora e possibilidades futuras. O impacto real do protocolo deve ficar mais claro à medida que a tecnologia for adotada em larga escala nos Estados Unidos nos próximos meses.
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