Google testa recurso do Gemini que usa Gmail, Fotos e YouTube para respostas mais personalizadas

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • O Gemini passa a cruzar dados de diferentes serviços do Google para responder com mais contexto.
  • O novo recurso beta, chamado Personal Intelligence, é opcional e vem desativado por padrão.
  • A promessa é entregar sugestões proativas sem treinar o modelo diretamente com seus dados pessoais.

O Google anunciou o lançamento de um novo recurso em fase beta no aplicativo Gemini que permite ao assistente de inteligência artificial oferecer respostas mais personalizadas a partir do cruzamento de informações do ecossistema da empresa. A novidade começa integrando Gmail, Google Fotos, histórico de buscas e YouTube.

Até agora, o Gemini já conseguia acessar dados desses serviços quando solicitado. A diferença é que, com o novo recurso, ele passa a raciocinar de forma ativa sobre essas informações, conectando contextos diferentes sem que o usuário precise indicar onde procurar.

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Como funciona a Personal Intelligence no Gemini

O Google chama essa experiência de Personal Intelligence. Ela foi criada para permitir que o Gemini entenda melhor o contexto do usuário e antecipe necessidades. Na prática, isso significa, por exemplo, relacionar um e-mail recente com um vídeo assistido ou com fotos armazenadas na conta.

Segundo a empresa, o recurso só é ativado quando o próprio sistema entende que ele pode ajudar de fato. Além disso, o usuário decide se quer ou não conectar seus aplicativos ao Gemini, já que a função vem desativada por padrão.

Exemplos práticos de uso no dia a dia

Josh Woodward, vice-presidente do aplicativo Gemini, compartilhou situações reais em que a novidade fez diferença. Em uma delas, ao esquecer o tamanho do pneu do carro, o Gemini não apenas trouxe a informação correta, como também sugeriu pneus adequados após identificar fotos de viagens em família no Google Fotos.

Em outro caso, o assistente conseguiu recuperar o número da placa do carro a partir de uma imagem salva na conta. O Gemini também tem sido usado para sugerir livros, filmes, roupas e até planejar viagens com base em interesses e experiências anteriores.

Privacidade e limites no uso de dados pessoais

O Google afirma que criou barreiras para evitar suposições automáticas sobre temas sensíveis, como saúde. Ainda assim, o Gemini pode falar sobre esse tipo de informação se o usuário perguntar diretamente.

A empresa reforça que o modelo não é treinado diretamente com dados do Gmail ou do Google Fotos. As informações são apenas consultadas no momento da resposta, sem serem incorporadas ao treinamento da inteligência artificial.

Por enquanto, a Personal Intelligence está disponível apenas para assinantes dos planos Google AI Pro e AI Ultra nos Estados Unidos. O Google planeja levar o recurso para outros países e também para a versão gratuita do Gemini no futuro.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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