Principais destaques:
- O Brasil supera a média mundial no uso de chatbots, com adesão crescente em 2025
- Aprendizado e trabalho passaram a ser os principais motivos para usar IA
- Jovens, estudantes e professores estão entre os maiores entusiastas da tecnologia
Os brasileiros estão cada vez mais próximos da inteligência artificial.
Uma nova edição da pesquisa Nossa Vida com IA, encomendada pelo Google e realizada pela Ipsos, revela que o país está acima da média global no uso de chatbots.
Segundo o levantamento, 71% dos adultos conectados no Brasil já utilizaram esse tipo de ferramenta, enquanto a média mundial ficou em 62%.
O estudo ouviu cerca de 21 mil pessoas em 21 países e traz dados atualizados referentes a 2025. Em comparação com 2023, o avanço no Brasil é expressivo: o uso de chatbots cresceu 25 pontos percentuais em apenas dois anos, mostrando uma rápida incorporação da IA ao cotidiano.
Aprender e trabalhar superam o entretenimento
Um dos dados que mais chamam atenção é a mudança no principal motivo para recorrer à inteligência artificial. Se antes o entretenimento liderava, agora aprender algo novo ocupa o primeiro lugar.
Quase oito em cada dez brasileiros afirmam usar IA para estudar ou adquirir conhecimento, enquanto o apoio no trabalho aparece logo atrás.
O uso para diversão, como conversas leves ou experimentação, segue relevante, mas perdeu espaço. A criação de vídeos, imagens e áudios também ganhou força, indicando que o público está explorando recursos mais avançados e criativos.
Jovens e educadores puxam a adoção da tecnologia
O recorte demográfico mostra quem está à frente dessa transformação. Pessoas com menos de 35 anos, com ensino superior e renda mais alta são as que mais utilizam chatbots.
Estudantes maiores de 18 anos e professores aparecem no topo da lista, com níveis de adoção próximos de 80%.
Outro ponto importante é a redução da diferença entre homens e mulheres no uso dessas ferramentas. A distância, que era maior em levantamentos anteriores, diminuiu significativamente, sinalizando uma popularização mais equilibrada da IA.
Otimismo cresce, mas mercado de trabalho gera dúvidas
Entre quem já usa inteligência artificial no dia a dia, o sentimento predominante é de empolgação.
A maioria afirma estar animada com as possibilidades da tecnologia, especialmente em países emergentes como o Brasil. Ferramentas como o Gemini ajudam a explicar esse entusiasmo, ao oferecer aplicações práticas para estudo, produtividade e criatividade.
Por outro lado, quando o assunto é o impacto da IA nos empregos, o cenário se torna mais cauteloso. Cresceu o número de pessoas que veem efeitos negativos no mercado de trabalho, enquanto o grupo dos otimistas diminuiu em relação ao ano anterior.
O dado mostra que a adoção avança mais rápido do que as certezas sobre o futuro profissional.
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