Principais destaques:
- Demis Hassabis afirma que fala todos os dias com Sundar Pichai para acelerar decisões estratégicas em IA
- A integração entre pesquisa e produtos virou peça-chave para o avanço recente do Google
- Apesar da retomada, o CEO da DeepMind alerta para sinais claros de bolha no mercado de IA
O avanço da inteligência artificial dentro do Google ganhou um novo ritmo nos bastidores.
Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, revelou que mantém conversas diárias com Sundar Pichai, CEO da Alphabet.
O objetivo é simples e ambicioso: acelerar o desenvolvimento de produtos de IA e sustentar a competitividade frente à OpenAI e outros rivais de peso.
A declaração foi feita durante o podcast The Tech Download, da CNBC, onde Hassabis descreveu a DeepMind como o verdadeiro coração tecnológico das iniciativas de IA do Google.
A DeepMind como motor central da estratégia de IA
Segundo Hassabis, praticamente toda a base tecnológica de inteligência artificial do Google nasce dentro da DeepMind e depois é distribuída para produtos como busca, nuvem, Android e ferramentas corporativas.
Essa proximidade com a liderança da empresa permite transformar avanços científicos em soluções comerciais com muito mais rapidez.
Essa coordenação constante ajudou o Google a virar a página de um período delicado. No início da corrida da IA generativa, a empresa chegou a ser vista como lenta diante do ritmo acelerado da OpenAI. A partir de 2023, esse cenário começou a mudar de forma estrutural.
A virada após a unificação da pesquisa
O ponto de inflexão veio quando o Google decidiu unir a DeepMind ao antigo Google Brain, entregando a Hassabis o comando de toda a área de pesquisa em IA.
A reorganização eliminou barreiras internas e concentrou talentos, dados e infraestrutura em um único centro decisório.
Os resultados apareceram rapidamente. O lançamento do Gemini 2.5 em 2025 e, depois, do Gemini 3 consolidou o Google novamente na liderança de diversos benchmarks públicos, superando modelos avançados da OpenAI em avaliações independentes.
O impacto foi tão grande que concorrentes reagiram de forma acelerada, lançando novas versões de seus próprios modelos em sequência.
Esse novo fôlego também se refletiu no mercado financeiro, com a Alphabet alcançando níveis históricos de valorização e entrando no seleto grupo de empresas trilionárias.
Alerta sobre bolha e o futuro da competição global
Mesmo em meio ao sucesso, Hassabis adotou um tom cauteloso.
Para ele, parte do mercado de IA apresenta sinais claros de exagero, especialmente em investimentos bilionários em startups que ainda não entregaram produtos concretos.
A comparação com a bolha das empresas ponto com dos anos 2000 surgiu de forma direta em sua análise.
O executivo também comentou sobre o avanço da China em inteligência artificial, afirmando que os modelos desenvolvidos no país estariam apenas alguns meses atrás dos ocidentais.
Ainda assim, ele questiona se essas empresas conseguirão ir além de simplesmente alcançar o que já foi feito e liderar avanços realmente de fronteira.
Com concorrentes como Amazon, Anthropic e Perplexity intensificando a disputa, Hassabis acredita que o Google está bem posicionado. A integração profunda entre IA e o negócio principal da empresa pode ser decisiva no próximo capítulo dessa corrida tecnológica.
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