Google trabalha em correção após Gemini falhar em comandos de casa inteligente

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Falha no backend fez o Gemini recusar comandos básicos e exibir dispositivos como offline no Google Home.
  • Problema afeta lâmpadas, tomadas, interruptores e outros acessórios de diferentes marcas.
  • Google confirma correção em andamento no servidor e recomenda não redefinir dispositivos.

A Google confirmou que está trabalhando em uma correção para um problema que vem afetando usuários do Google Home.

Nos últimos dias, a IA Gemini passou a recusar comandos simples de casa inteligente e a mostrar dispositivos compatíveis como se estivessem offline, mesmo funcionando normalmente pelos aplicativos dos fabricantes.

Segundo a empresa, a falha está relacionada a um erro de sincronização de estado no backend. Isso significa que não se trata de um problema local, nem algo que possa ser resolvido com ajustes no roteador, redefinições de fábrica ou reinstalação de aplicativos.

Dispositivos aparecem offline sem estarem quebrados

Relatos apontam que lâmpadas inteligentes, grupos de iluminação, interruptores, tomadas e módulos de energia de várias marcas começaram a surgir como indisponíveis no app Google Home. Em muitos casos, os acessórios continuam respondendo normalmente quando controlados diretamente pelos apps nativos.

Representantes da Google afirmaram em fóruns públicos que o erro ocorre exclusivamente no servidor, reforçando que tentativas de reconfiguração tendem a gerar apenas trabalho extra para o usuário, sem efeito prático.

Gemini recusa comandos que antes funcionavam

O problema técnico coincidiu com uma onda de reclamações sobre o Gemini se recusar a executar ações básicas. Um caso bastante citado envolve pedidos para reproduzir ruído branco em alto-falantes inteligentes, nos quais a IA afirma não poder realizar a tarefa, apesar de executá-la corretamente quando o comando é reformulado.

De acordo com análises do Android Authority, essa inconsistência levou usuários a descreverem a experiência como “gaslighting”, quando a IA insiste com segurança que não pode fazer algo que claramente está ao seu alcance. O comportamento contrasta com o antigo Google Assistente, conhecido por respostas mais previsíveis em comandos bem definidos.

Correção está a caminho, mas sem prazo

A Google informou que uma atualização no lado do servidor já está em desenvolvimento, mas não divulgou uma data para a normalização completa do serviço. Enquanto isso, a empresa recomenda alternativas temporárias, como usar os aplicativos dos fabricantes, controles físicos ou criar rotinas explícitas no Google Home.

Comandos mais específicos, citando diretamente o dispositivo e o ambiente, também parecem reduzir as recusas do Gemini, ajudando a contornar ambiguidades na interpretação da linguagem natural.

Transição para IA expõe novos desafios

Os episódios reforçam as dificuldades da transição do Assistente tradicional para uma IA conversacional integrada à casa inteligente. O Gemini for Home começou a chegar aos usuários dos Estados Unidos no fim de 2025, com expansão internacional prevista para o início de 2026.

Embora a proposta seja oferecer interações mais naturais, a mudança também introduziu novos pontos de falha que não existiam no modelo mais determinístico do antigo Assistente, levantando questionamentos sobre confiabilidade no dia a dia.

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Renê Fraga é fundador do Google Discovery (GD) e editor-chefe do Eurisko. Profissional de marketing digital, com pós-graduação pela ESPM, acompanha o Google desde os anos 2000 e escreve há mais de duas décadas sobre tecnologia, produtos digitais e o ecossistema da empresa. Criador do Google Discovery em 2006, tornou-se referência na cobertura do Google no Brasil e foi colunista do TechTudo (Globo.com), compartilhando análises e conhecimento com um grande público.
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